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Classificação Livre

Quarta a segunda, das 10h às 22h. (Entrada nas galerias até às 21h).

Galerias do 3º andar e Pátio

Entrada gratuita, mediante retirada de ingresso.

Normas de visitação

Orientações para Visitação

O acesso às galerias ocorre até 21h.

Cada visitante pode emitir até 4 ingressos.

Crianças menores de 3 anos não precisam de ingresso.

Pessoas com direito a atendimento prioritário, conforme legislação, têm acesso preferencial. Em caso de fila, procure um(a) recepcionista.

O acesso às galerias está sujeito à lotação. Havendo fila, o controle será realizado pela portaria principal da Praça da Liberdade.

Não é permitido o acesso às galerias com bolsas e mochilas. A utilização do guarda-volumes está sujeita à disponibilidade.

A Exposição

Entre os dias 28 de março e 22 de junho, o CCBB BH recebe a exposição MEME: no Br@sil da memeficação”, que reúne cultura digital, arte contemporânea e crítica social, ao apresentar cerca de 800 itens produzidos por 200 criadores do universo digital e artistas. Nomes consagrados da arte contemporânea brasileira, como Anna Maria Maiolino, Gretta Sarfaty, Nelson Leirner e Claudio Tozzi, aparecem ao lado de criadores que movimentam o universo digital, como Porta dos Fundos, Alessandra Araújo, Melted Vídeos, John Drops e Greengo Dictionary. 

Com curadoria de Clarissa Diniz e Ismael Monticelli, e colaboração do perfil @newmemeseum, o projeto transforma o espaço expositivo em um ambiente imersivo, onde vídeos, neons, esculturas, roupas, quadrinhos, pinturas, objetos, backlights, instalações sonoras e experiências interativas se entrelaçam para contar a história e as reinvenções do humor brasileiro.  

Organizada em cinco núcleos temáticos – “Ao pé da letra”, “A hora dos amadores”, “Da versão à inversão”, “O eu proliferado”” e Combater ficção com ficção” – a exposição apresenta ainda o prólogo tátil “Alisa meu pelo” e o epílogo “Memes: o que são? Onde vivem? Do que se alimentam?”. A partir desses eixos, a mostra propõe a reflexão sobre como a chamada “memeficação” atravessa não apenas as redes sociais, mas também a política, a publicidade, a arte e as relações cotidianas. 

MEME: no Br@sil da memeficação” acontece nas Galerias do 3º Andar e no Pátio, com entrada gratuita. Os ingressos estão disponíveis em nossa bilheteria e aqui. 

A exposição tem patrocínio da BB Asset, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

Percurso

Prólogo - Alisa Meu Pelo | Pátio  

O meme “Alisa meu pelo”, surgido em 2017 a partir da onça-pintada da nota de R$50, acompanhada da legenda “alisa meu pelo (onça carente)”, viralizou ao ressignificar a onça não como ícone de virilidade, mas como símbolo afetivo, carente e próximo. Ao se difundir, o meme passou a comentar o próprio Brasil de forma leve e zombeteira, ativando uma produção simbólica popular e participativa. Na exposição, onças em diferentes materiais convidam o público ao toque e à interação, ampliando esse gesto coletivo de humor e reflexão. Participaram da criação das onças os artistas José Francisco Afrânio, Jorge Gomes e Vinicius Vaitsmann. 

Núcleo 1 - Ao pé da letra | 3º andar  

No primeiro núcleo da exposição, o foco recai sobre os jogos semânticos e os descompassos entre texto e imagem que tornam os memes tão eficazes em gerar riso, crítica e estranhamento. Em vez de explicarem um ao outro, palavras e figuras se combinam para formar sentidos inesperados – ou se colam literalmente, desnaturalizando expressões e convenções sociais. Abordando práticas como o uso de emojis, narrações e dublagens cômicas, além de línguas digitais como o tiopês, o pajubá e estruturas como o snowclone, o núcleo revela como essas invenções linguísticas produzem deslocamentos de sentido e potência crítica.  

Núcleo 2 - A hora dos amadores | 3º andar  

Inspirado pela célebre capa da revista Time de 2006, que elegeu "você" como a personalidade do ano, este núcleo aborda a virada provocada pela internet e pelas redes sociais, que deram visibilidade inédita às “pessoas comuns”. Os memes, nesse contexto, aparecem como uma tecnologia social de protagonismo, permitindo que vozes antes apagadas ou silenciadas ocupem o centro da cena cultural. Em países como o Brasil, marcados por fortes desigualdades, os memes se tornaram um território fértil para narrativas insurgentes: do humor que revela a precariedade cotidiana à crítica social feita com poucos recursos e muita sagacidade. Este núcleo celebra essa potência do amadorismo como desvio criativo e força política. 

Núcleo 3 - Da versão à inversão | 3º andar  

Se a imitação é uma das bases da linguagem memética, aqui ela é entendida como gesto crítico e criativo. Este núcleo mostra como memes transformam cópias em versões que subvertem e desmontam o original, produzindo humor, paródia e comentário social. A exposição apresenta desde pequenas alterações – como trocar uma palavra ou fazer um recorte específico de imagem – até inversões radicais: mulheres imitando homens, humanos dublando animais, estéticas que embaralham as fronteiras entre identidade e representação. Como no carnaval, o riso vem da inversão – e nela, uma crítica se insinua. 

Núcleo 4 - O eu proliferado | 3º andar  

Neste núcleo, a curadoria volta-se à explosão do “eu” nas redes sociais e à forma como a vida privada se tornou espetáculo. A internet deixou de ser apenas um espaço de compartilhamento para se tornar um palco de autoperformance. A construção de si – por meio de selfies, dancinhas, relatos, confissões e personagens – tornou-se prática cotidiana, revelando tanto o desejo de existir publicamente quanto os efeitos dessa hiperexposição. O núcleo aborda a dramaturgia do “eu” como potência e armadilha. Se, por um lado, possibilita a afirmação de identidades historicamente apagadas, por outro, evidencia o impacto subjetivo da lógica neoliberal, que transforma autoestima em mercadoria e precariza o bem-estar mental. 

Núcleo 5 - Combater ficção com ficção | 3º andar  

A polarização e a radicalização do discurso público são temas centrais deste núcleo, que examina o papel dos memes na disputa simbólica do presente. Ao mesmo tempo em que são ferramentas de enfrentamento, síntese e resistência, os memes podem também ser veículos de desinformação, exclusão e violência simbólica. A curadoria propõe aqui uma reflexão sobre os usos éticos do riso, compreendendo o humor como forma sofisticada de diplomacia, mas também como instrumento perigoso nas mãos do autoritarismo. Entre memecracia e memecrítica, este núcleo convida a pensar: como rir sem reforçar os estigmas que queremos combater? 

Epílogo - Memes: o que são? Onde vivem? Do que se alimentam? | 3º andar  

Encerrando o percurso, o epílogo da exposição abraça a impossibilidade de definir os memes de maneira definitiva. Ao invés de uma resposta fixa, a curadoria propõe uma provocação coletiva: como cada pessoa compreende o que é um meme? O que eles significam hoje? O epílogo contou com a colaboração da equipe do #MUSEUdeMEMES da Universidade Federal Fluminense, coordenada por Viktor Chagas, maior estudioso de memes no Brasil, e apresenta 10 entrevistas com criadores brasileiros, como Gregório Duvivier e Malfeitona, que respondem, em vídeo, essa indagação existencial com liberdade e afeto. Aqui, o meme é entendido como forma fluida, mutante e bastarda – que habita os interstícios da linguagem, circula entre mídias e revela, no improviso, a imaginação crítica do nosso tempo.

Galeria

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Eventos

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01/07/26 a 12/10/26
Exposição

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01/01/26 a 31/12/26

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