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03/07/26 a 27/07/26
Entre os dias 03 e 27 de julho, o CCBB BH recebe o espetáculo inédito “Eu Quero Ser Uma Locomotiva”, idealizado pela Cia. Pierrot Lunar. Sob a direção de Lydia Del Picchia (Grupo Galpão) e dramaturgia coletiva, a peça fala sobre a relação com o tempo, o desejo e a capacidade humana de se reinventar após os 50 anos, investigando as memórias e as escolhas de uma geração que viveu a transição do mundo analógico para a era dos algoritmos.
A montagem lança um olhar sensível e provocador sobre a capacidade de restauração e reinvenção das pessoas, abordando especialmente os dilemas da geração 50+, que testemunhou a transição para a era digital e dos algoritmos. Partindo da experiência de quem atravessou profundas mudanças tecnológicas, sociais e culturais, a peça percorre um trajeto que vai do carro sem cinto de segurança às fotografias armazenadas na nuvem, refletindo sobre os caminhos que ainda estão por vir.
A dramaturgia, desenvolvida a várias mãos, reúne Lydia Del Picchia, Márcia Bechara, Jô Hallack, Arthur Barbosa e Ana Regis. O encontro entre autores de diferentes gerações ampliou as perspectivas sobre tempo, memória e futuro, contribuindo para a construção de uma obra plural, capaz de reunir diferentes olhares sobre uma mesma travessia.
O tema surgiu do desejo dos integrantes da Cia. Pierrot Lunar de falar sobre seus contemporâneos ao alcançarem os 50 anos de idade. A canção “Quero Ser Locomotiva”, de Jorge Mautner, tornou-se uma importante referência para o processo criativo, inspirando reflexões sobre transformação, liberdade e movimento.
A cenografia, assinada por Ed Andrade, foi construída a partir de um minucioso trabalho de pesquisa e garimpo em lojas tradicionais do Mercado Novo e do Centro de Belo Horizonte. Telefones, mimeógrafos, máquinas de escrever e orelhões compõem uma paisagem cênica carregada de memória e significado.
Esses elementos ganham novas camadas de significado por meio da direção musical e da trilha sonora original de Luiz Rocha, parceiro da Companhia há quase duas décadas e também diretor assistente do espetáculo. A pesquisa sonora transforma os próprios objetos de cena em instrumentos e fontes de criação manipulados ao vivo: telefones antigos tornam-se microfones, ruídos mecânicos convertem-se em matéria poética e sons concretos se misturam à música popular e ao texto dramatúrgico. Com o tempo como eixo central da investigação artística, a trilha explora diferentes formas de perceber, registrar e experimentar sua passagem, ampliando as reflexões propostas pela encenação.
Com duração de 70 minutos, o espetáculo fica em cartaz no Teatro I, de sexta a segunda, às 20h. Os ingressos serão vendidos a R$30 (inteira) e R$15 (meia), a partir de 24/06 (quarta-feira), no site ccbb.com.br/bh e em nossa bilheteria. Clientes Banco do Brasil pagam meia-entrada ao efetuarem o pagamento com Cartões BB.
Nos dias 11 e 25/07 (sábados) as sessões contam com tradução em Libras.
Nos dias 06/07 (segunda-feira) e 24/07 (sexta-feira) haverá bate-papo após o espetáculo.
A Cia. Pierrot Lunar foi fundada em 1993, em Belo Horizonte, por alunas e alunos do curso de formação de atores da Fundação Clóvis Salgado. Desde então, em suas diversas formações, já trabalhou autores como Garcia Lorca e Lewis Carroll e Samuel Beckett, além de Edmundo de Novaes Gomes, Branca Maria de Paula, André Sant’Anna, Aníbal Machado e, mais recentemente, Luis Alberto de Abreu e Ana Regis.
A Cia. apresenta em seu currículo 12 espetáculos (dois em repertório), além do "Palco BH, primeiro guia de artes cênicas de Belo Horizonte" (2000/2005), e diversos eventos e iniciativas culturais, vários deles promovidos na sede da Cia., que também é um espaço multicultural, o Espaço Aberto Pierrot Lunar, referência na cidade de Belo Horizonte, desde 2008.
Em 2007, o espetáculo “Atrás dos olhos das meninas sérias” recebeu os prêmios de melhor atriz e melhor ator coadjuvante no Festival Nacional de Teatro de Teresina/PI, apresentou-se no 9º FIT/BH - Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de BH, além de ganhar sua versão em longa metragem no cinema em 2020.
Dentre outros trabalhos realizados pela Cia, destacam-se: “Sexo” (2010), “Acontecimento em Vila Feliz” (2011), em formato para rua e ganhador do prêmio de melhor trilha sonora – Prêmio Copasa Sinparc. A Cia. estreou o espetáculo “Um Pouco de Ar, Por Favor”, com direção de Chico Pelúcio (Grupo Galpão) e dramaturgia de Luis Alberto de Abreu, realizando temporada até fevereiro de 2020, quando do início da pandemia da Covid-19. Em 2019, o espetáculo foi vencedor do prêmio de Melhor Trilha Sonora, Prêmio Copasa Sinparc e participou da Viagem Teatral do Sesi SP, pelas cidades de Rio Claro, Franca, Araraquara, Birigui e Marília. Em 2020, em meio à quarentena, a Cia. estreou, a convite do Sesc Paladium, em Belo Horizonte, o espetáculo digital, “Antigamente, é Quando?”, totalmente concebido na casa dos atores e transmitido ao vivo pelo Instagram do Sesc Paladium.
Direção: Lydia Del Picchia
Diretor Assistente, Direção Musical e Trilha Sonora: Luiz Rocha
Assistente de Direção: Ana Regis
Dramaturgia: Ana Regis, Arthur Barbosa, Jô Hallack, Lydia Del Picchia e
Márcia Bechara
Atuação: Neise Neves e Léo Quintão
Participação Especial: Arthur Barbosa, Bramma Bremmer, Mariana Câmara, Marta Neves, Matheus Carvalho e Jefferson Alda
Concepção: Cia Pierrot Lunar
Cenógrafo: Ed Andrade
Assistente de Cenografia: Morgana Mafra
Cenotécnico: Artes Cênicas Produções Ltda
Figurino: Tereza Bruzzi
Confecção: Paulo Mendes
Assistente de Figurino: Helena Pelúcio
Iluminação: Rodrigo Marçal
Operação de Luz: Kaká Correa
Operador de Som: Fabiano Lana
Produção Executiva: Arthur Barbosa e Matheus Carvalho
Fotografia Divulgação: Guto Muniz
Registro Fotográfico Ensaio Aberto: Tomás Oliveira
Intérprete de Libras: Carol Mezanto
Design: QDesign
Comunicação: Rizoma Comunicação & Arte
Coordenação de Comunicação: Beatriz França
Redes Sociais e Tráfego: Letícia Leiva
Assessoria de Imprensa: Renata Rocha
Oficina Corpo Acúmulo: Kênia Dias
Colaboração Cênica: Kaká Correa
Colaboração e Residência Artística: Marcus Marangon
Coordenação de Produção: Léo Quintão e Neise Neves
Realização: Cia Pierrot Lunar

















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