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Classificação 14 anos

Quarta a segunda, das 10h às 22h

Galerias do Térreo

Entrada gratuita, com retirada de ingresso

Normas de visitação

Entre os dias 04 de março e 1º de junho, o CCBB BH recebe a exposição Marlene Barros: Tecitura do Feminino”, com obras em escultura, crochê e bordado da artista maranhense Marlene Barros, propondo uma reflexão sobre o corpo feminino, a desvalorização histórica das mulheres e a invisibilização de seus fazeres no campo da arte. Com curadoria de Betânia Pinheiro, a mostra transforma o gesto íntimo do costurar em narrativa pública de resistência, pertencimento e reinvenção, transformando agulha e linha em instrumentos de denúncia, memória e elaboração simbólica.  

A exposição conta com instalações como “Eu tenho a tua cara”, com 49 rostos de mulheres que trocam olhos e bocas costurados, tensionando identidade e alteridade; “Caixa Preta”, que constrói um autorretrato expandido a partir de fotografias, intervenções têxteis e escritos; “Coso porque está roto”, que apresenta um casaco cujo avesso revela órgãos bordados que simbolizam sentimentos e acionam a ideia de reparo; “Entre nós”, que mergulha em objetos de crochê para problematizar tarefas naturalizadas no âmbito doméstico; e “Quem pariu, que embale”, que questiona a atribuição quase exclusiva do cuidado dos filhos às mulheres. A montagem do percurso expositivo, coordenada por Fábio Nunes, com produção executiva de Júlia Martins, propõe uma trajetória não cronológica, permitindo que o público construa sua própria experiência entre matéria, gesto e memória.  

Com mais de quatro décadas de atuação, Marlene Barros consolidou-se como referência no cenário artístico maranhense, articulando produção, formação e redes culturais por meio do Ateliê Marlene Barros e do Ponto de Cultura Coletivo ZBM. A exposição tem origem em pesquisa desenvolvida durante seu mestrado em Arte Contemporânea na Universidade de Aveiro, quando propôs costurar simbolicamente uma casa em ruínas no campus Santiago, em Portugal, em um gesto de remendar fissuras do tempo. A casa, convertida em metáfora do corpo, permitiu expandir a reflexão para o universo feminino em suas dimensões sociais, políticas e afetivas, compreendendo a tecelagem como metáfora dos vínculos, da memória e do fluxo da vida. 

Marlene Barros: Tecitura do Feminino” acontece nas Galerias do Térreo, com entrada gratuita. Os ingressos estão disponíveis em nossa bilheteria e aqui. 

Ações Formativas

A temporada da exposição também conta com ações formativas gratuitas e abertas ao público. Durante todo o período expositivo, o público é convidado a interagir com a exposição, num espaço/ateliê, para que ele também faça sua obra, seja bordando, costurando ou crochetando, de forma espontânea.  

No dia 7 de março (sábado), das 15h às 17h, acontece uma visita mediada com a artista Marlene Barros e a curadora Betânia Pinheiro. No Dia Internacional da Mulher, 8 de março (domingo), às 16h, a curadora Betânia Pinheiro coordena a palestra “Tecitura do Feminino: Processos” 

A programação oferece, ainda, a oficina “Arpilleras de si”, ministrada pela artista-pesquisadora, psicóloga e psicanalista, Maria Vasconcelos, que desenvolve no doutorado em Psicologia (PPGPsi PUC Minas) uma pesquisa sobre o bordado livre e a costura como formas de expressão e elaboração do trauma em mulheres com histórico de violências. Destinado a mulheres cis, trans, pessoas não binárias, artesãs e artistas, maiores de 18 anos, o encontro propõe um espaço de criação e escuta, onde o tecido torna-se suporte para narrativas pessoais: histórias que emergem do simples e complexo fato de ser mulher. Através da técnica da arpilharia e do bordado livre, as participantes são convidadas a materializar memórias e vivências em retalhos.  

O resultado deste processo coletivo será uma obra-instalação, que passará a integrar a exposição. A oficina acontecerá em três momentos: de 11 a 14 de março e de 15 a 17 de abril, com Maria Vasconcelos, e de 11 a 15 de maio, com Marlene Barros. As atividades serão sempre das 14h às 17h. As vagas são limitadas. 

Inscreva-se aqui

Sobre Marlene Barros

Marlene Barros é artista brasileira, nascida no estado do Maranhão, no município de Bacurituba. Coordenadora do Ateliê Marlene Barros e do Ponto de Cultura Coletivo ZBM. É uma artista cuja trajetória é marcada pela inquietação e a vontade de experimentar. Mantendo-se fiel apenas ao tema, que está sempre atrelado ao universo feminino, onde ela aborda temas ligados ao universo da mulher como a maternidade, sexualidade, erotismo, paixão, violência etc.

A artista busca algumas vezes revelar como as nossas ideias de ser mulher e mesmo a feminilidade são construídas socialmente. Em outras, persegue a ideia da feminilidade como uma máscara, ou mesmo um conjunto de poses adotadas por mulheres a fim de se conformarem às expectativas da sociedade sobre o ser mulher, deixando transparecer toda uma sensibilidade feminina.  

À frente do Ateliê Marlene Barros e do Ponto de Cultura Coletivo ZBM, também atua na promoção do intercâmbio de experiências, na valorização da produção local e na articulação de redes e coletivos culturais que ampliam o alcance da arte maranhense em diferentes territórios. Artista múltipla, desenvolve obras em crochê, escultura, pintura, performance e intervenção artística, revelando inquietação e vontade constante de experimentar. Ao questionar estereótipos e expor contradições, fortalece o papel da arte como instrumento de transformação social e resistência cultural.

É Bacharel em Desenho Industrial pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA); especialista em Artes Visuais: Cultura e Criação pelo SENAC; Mestre em Arte Contemporânea pela Universidade de Aveiro em Portugal e Produtora Cultural no Departamento de Atividades Culturais (DAC) na Universidade Federal do Maranhão em São Luís, Maranhão. 

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