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A marcação de assento é válida até o início da sessão.

Cinema I

Entrada gratuita. Retirada de ingressos a partir das 9h, no dia da sessão.

A maior retrospectiva cinematográfica já dedicada à trajetória de Antonio Pitanga celebra a vida e a obra de um dos nomes mais emblemáticos do Cinema Novo e da cultura brasileira. Ao longo de quatro semanas, o público terá acesso gratuito a uma programação especial com 39 filmes — entre longas, médias e curtas-metragens — que percorrem diferentes fases do cinema nacional e evidenciam a importância de Pitanga na construção do protagonismo negro nas telas do país.

A mostra oferece uma experiência ampla e diversa, reunindo sessões comentadas, debates com convidados, curso gratuito, leitura dramática e um catálogo inédito dedicado à carreira do artista homenageado.

A retrospectiva resgata obras fundamentais do Cinema Novo, movimento do qual Antonio Pitanga foi um dos principais rostos, incluindo títulos marcantes como Barravento (1962), de Glauber Rocha; Ganga Zumba (1963) e A Grande Cidade (1966), de Cacá Diegues; além de O Pagador de Promessas (1962), de Anselmo Duarte — primeiro filme brasileiro indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e até hoje o único a conquistar a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

 

Curadoria: Camila Pitanga e Thiago Ortman
Produção: Diogo Cavour (Lúdica Produções) e Ana Gabriela Dickstein

PROGRAMAÇÃO

03/06, QUARTA

15h Programa de curtas 1: Colagem (David Neves, 1968) — 12 min.; Águas de Menino — A feira do Cinema Novo (Fabíola Aquino, 2012) — 52 min.; Tudo que é apertado rasga (Fábio Rodrigues Filho, 2019) — 27 min. — total: 91 min.

17h — Ganga Zumba (Cacá Diegues, 1963) — 100 min.

19h — Barravento (Glauber Rocha, 1962) — 80 min.


04/06, QUINTA

14h — Menino de engenho (Walter Lima Jr., 1965) — 110 min.

16h30 — Cinema Novo (Eryk Rocha, 2016) — 92 min.

18h30 — A grande cidade (Cacá Diegues, 1966) — 83 min.


05/06, SEXTA

14h — Pitanga (Beto Brant e Camila Pitanga, 2016) — 113 min.

16h20 — Na boca do mundo (Antonio Pitanga, 1978) — 100 min.

18h30 — Bahia de Todos os Santos (Trigueirinho Neto, 1960) — 100 min.


06/06, SÁBADO

14h — Quando o carnaval chegar (Cacá Diegues, 1972) — 100 min.

16h — A grande feira (Roberto Pires, 1961) — 91 min.

18h — Malês (Antonio Pitanga, 2024) — 113 min.


07/06, DOMINGO

14h — Casa de antiguidades (João Paulo Miranda Maria, 2020) — 87 min.

16h — O pagador de promessas (Anselmo Duarte, 1962) — 91 min.

18h — Leitura da peça O poder negro, com Antonio Pitanga e Ítala Nandi — 90 min.


08/06, SEGUNDA

14h — Programa de curtas 2: Premonição (Pedro Abib, 2011) —13 min.; O terno do Zé (Fabiano Soares, 2012) — 21 min.; O velho rei (Ceci Alves, 2013) — 10 min.; Riscados pela memória (Alex Vidigal, 2018) — 21 min.; Olhos de Cachoeira (Adler Paz, 2020) — 20 min. — total: 85 min.

16h — Rio Babilônia (Neville D'Almeida, 1982) — 115 min.

18h30 — Jardim de guerra (Neville D'Almeida, 1970) — 91 min.


10/06, QUARTA

14h20 — Bom dia, eternidade (Rogério de Moura, 2010) — 78 min.

16h — A mulher de todos (Rogério Sganzerla, 1969) — 93 min.

18h30 — Tocaia no asfalto (Roberto Pires, 1962) — 91 min.


11/06, QUINTA

14h30 — Compasso de espera (Antunes Filho, 1973) — 94 min.

16h20 — Esse mundo é meu (Sérgio Ricardo, 1964) — 79 min.

18h — Mesa 1: “A escrita com o corpo: cinema, política e a questão racial no trabalho de Pitanga”, com Safira Moreira e Carmen Luz — 120 min.


12/06, SEXTA

14h — Ladrões de cinema (Fernando Coni Campos, 1977) — 106 min.

16h20 — Uma nega chamada Tereza (Fernando Coni Campos, 1973) — 80 min.

18h — Fernando Coni Campos: cada um vive como sonha (Luis Abramo e Pedro Rossi, 2025) + conversa com os diretores — 89 min. + 30 min.


13/06, SÁBADO

13h — Juliana do amor perdido (Sérgio Ricardo, 1970) — 108 min.

15h — Lampião, o Rei do Cangaço (Carlos Coimbra, 1963) — 103 min.


14/06, DOMINGO

13h30 — Ganga Zumba (Cacá Diegues, 1963) — 100 min.

15h30 — Quilombo (Cacá Diegues, 1984) — 119 min.

18h — Pitanga (Beto Brant e Camila Pitanga, 2016) — 113 min.


15/06, SEGUNDA

14h — Quando o carnaval Chegar (Cacá Diegues, 1972) — 100 min.

16h — Programa de curtas 1: Colagem (David Neves, 1968) — 12 min.; Águas de Menino – A feira do Cinema Novo (Fabíola Aquino, 2012) — 52 min.; Tudo que é apertado rasga (Fábio Rodrigues Filho, 2019) — 27 min. — total: 91 min.

18h — Chico Rei (Walter Lima Jr., 1985) — 115 min.


17/06, QUARTA

15h — Programa de curtas 2: Premonição (Pedro Abib, 2011) — 13 min.; O terno do Zé (Fabiano Soares, 2012) — 21 min.; O velho rei (Ceci Alves, 2013) — 10 min.; Riscados pela memória (Alex Vidigal, 2018) — 21 min.; Olhos de Cachoeira (Adler Paz, 2020) — 20 min. — total: 85 min.

17h — Tocaia no asfalto (Roberto Pires, 1962) — 91 min.

19h — Rio Babilônia (Neville D'Almeida, 1982) — 115 min.


18/06, QUINTA

14h — Juliana do amor perdido (Sérgio Ricardo, 1970) — 108 min.

17h30 — Sessão comentada: A grande cidade (Cacá Diegues, 1966) + conversa com Hernani Heffner — 83 min. + 60 min.


19/06, SEXTA

14h — Curso (dia 1): “Oferendas narrativas para uma história dos cinemas negros no Brasil”, com Janaína Oliveira — 90 min.

16h — Esse mundo é meu (Sérgio Ricardo, 1964) — 79 min.

18h — Bom dia, eternidade (Rogério de Moura, 2010) — 78 min.


20/06, SÁBADO

14h — Curso (dia 2): “Oferendas narrativas para uma história dos cinemas negros no Brasil”, com Janaína Oliveira — 90 min.

16h — Compasso de espera (Antunes Filho, 1973) — 94 min.

18h — Jardim de guerra (Neville D'Almeida, 1970) — 91 min.


21/06, DOMINGO

12h – Câncer (Glauber Rocha, 1972) — 86 min.

14h — Curso (dia 3): “Oferendas narrativas para uma história dos cinemas negros no Brasil”, com Janaína Oliveira — 90 min.

16h — Um dia com Jerusa (Viviane Ferreira, 2020) — 74 min.

17h30 — A idade da Terra (Glauber Rocha, 1980) — 148 min.


22/06, SEGUNDA

14h20 — Bahia de Todos os Santos (Trigueirinho Neto, 1960) — 100 min.

16h40 — Chico Rei (Walter Lima Jr., 1985) — 115 min.

19h — A mulher de todos (Rogério Sganzerla, 1969) — 93 min.


24/06, QUARTA

13h — Lampião, o Rei do Cangaço (Carlos Coimbra, 1963) — 103 min.

15h — Quilombo (Cacá Diegues, 1984) — 119 min.


25/06, QUINTA

14h — Casa de antiguidades (João Paulo Miranda Maria, 2020) — 87 min.

16h — A grande feira (Roberto Pires, 1961) — 91 min.

18h — O pagador de promessas (Anselmo Duarte, 1962) — 91 min.


26/06, JUNHO

14h — Compasso de espera (Antunes Filho, 1973) — 94 min.

16h — Cinema Novo (Eryk Rocha, 2016) — 92 min.

18h — Menino de engenho (Walter Lima Jr., 1965) — 110 min.


27/06, SÁBADO

14h — Barravento (Glauber Rocha, 1962) — 80 min.

15h40 — A idade da Terra (Glauber Rocha, 1980) — 148 min.

18h30 — Ladrões de cinema (Fernando Coni Campos, 1977) — 106 min.

 

28/06, DOMINGO

14h — Mesa 2: “Pitanga e o seu legado”, com Maju Coutinho (mediação), Elisa Lucinda, Juliano Gomes e Antonio Pitanga — 120 min.

16h30 — Na boca do mundo (Antonio Pitanga, 1978) — 100 min.

18h30 — Malês (Antonio Pitanga, 2024) — 113 min.


29/06, SEGUNDA

16h20 – Câncer (Glauber Rocha, 1972) — 86 min.

18h — Pitanga (Beto Brant e Camila Pitanga, 2016) — 113 min.

ATIVIDADES PARALELAS

07/06, DOMINGO, 18h  

Leitura dramática da peça O poder negro, com Antonio Pitanga e Ítala Nandi 

 

11/06, QUINTA, 18h 

Mesa de debate “A escrita com o corpo: cinema, política e a questão racial no trabalho de Pitanga”, com Safira Moreira e Carmen Luz 

 

12/06, SEXTA, 18h 

Exibição do documentário Fernando Coni Campos: cada um vive como sonha, com a presença dos diretores Luis Abramo e Pedro Rossi 

 

18/06, QUINTA, 17h30

Sessão comentada de A grande cidade, com Hernani Heffner

 

19, 20 e 21/06, SEXTA A DOMINGO, 14h às 15h30

Curso “Oferendas narrativas para uma história dos cinemas negros no Brasil”, ministrado por Janaína Oliveira

Classificação 14 anos.

Inscrições nesse link.

Sobre o curso: O curso conjuga dimensões históricas, estéticas, poéticas e epistemológicas que atravessam a construção do movimento plural que constitui os cinemas negros no Brasil hoje. A proposta aqui, inspirada nas encruzilhadas propostas por Leda Maria Martins, não é uma busca por genealogias ou a simples determinação de origens, mas sim uma investigação pelos entrecruzamentos que conformam as produções artísticas e teóricas nos tensionamentos, dissensos e consensos que hoje vemos emergir quando se fala em cinemas negros no Brasil. Utilizando a concepção de “oferenda”, tal como empregada pela cineasta e dançarina brasileira Ana Pi em seus trabalhos, o curso se compreende não como uma disputa narrativa, mas como uma oferta (ou um ebó), que é também poética e política, para pensar a composição do cenário nacional dos cinemas negros. O curso visa abrir caminho para possibilidades epistemológicas de reflexões sobre as cinematografias negras no país para além dos debates com base no binômio representação/representatividade, tão presente nas ponderações e práticas atuais.

Sobre Janaína Oliveira: Pesquisadora e curadora de cinema. Professora do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) e consultora da JustFilms – Fundação Ford, é doutora em História e foi Fulbright Visiting Scholar no Centro de Estudos Africanos da Universidade Howard, nos EUA. Desde 2009, desenvolve pesquisas e realiza curadorias em cinema, com foco em Cinemas Negros e Africanos, trabalhando também como consultora, júri e conferencista em vários festivais de cinema e instituições no Brasil e no exterior. Em 2019, realizou a mostra Soul in the Eye: Zózimo Bulbul’s Legacy and the Contemporary Black Brazilian Cinema, no International Film Festival Rotterdam (IFFR). Foi também consultora de filmes da África e da diáspora negra para o Festival Internacional de Cinema de Locarno (2019-2020). É a fundadora do Fórum Itinerante de Cinema Negro (FICINE) e foi curadora do Flaherty Film Seminar (Nova York), em 2021, e do Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul (Rio de Janeiro), de 2017 a 2021. Atualmente, além de participar de outras iniciativas curatoriais, integra o Comitê de Seleção do BlackStar Film Festival, o conselho consultivo do Doc’s Kingdom, o conselho curatorial do Criterion Channel e realiza pós-doutorado no Departamento de Cinema da NYU.

 

28/06, DOMINGO, 14h

Mesa de debate “Pitanga e o seu legado”, com Maju Coutinho (mediação), Elisa Lucinda, Juliano Gomes e Antonio Pitanga 

SINOPSES

LONGAS 

 

A GRANDE CIDADE (Cacá Diegues, 1966) | 12 anos | 83 min. | Película 35mm 

Em busca de uma vida melhor, Luzia deixa o Nordeste do Brasil e vai para o Rio de Janeiro, onde está seu noivo, que partiu na frente para abrir caminho para os dois. Sozinha na Cidade Maravilhosa, ela se vê obrigada a aceitar a amizade e a proteção de Calunga, e, mais tarde, a companhia de Inácio. Pelo papel neste filme, Antonio Pitanga venceu o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante do Festival de Brasília (1966). 

 

A GRANDE FEIRA (Roberto Pires, 1961) | 14 anos | 93 min. | Digital  

Em Salvador, os comerciantes da feira Água de Meninos estão inquietos com a tentativa do governo de mudá-los para outro local. Alguns tentam negociar, como o sindicalista Neco, enquanto outros querem partir para a violência. Alheio a isso, o marinheiro Ronny vai parar no hospital após ser ferido à navalha pela prostituta Maria da Feira. O amante dela, o assassino Chico Diabo, é perseguido pela polícia e, como vingança, decide explodir os depósitos de combustível localizados próximos à feira.  

 

A IDADE DA TERRA (Glauber Rocha, 1980) | 14 anos | 148 min. | Película 35mm 

Quatro personificações distintas de Cristo – um negro, um militar, um indígena e um guerrilheiro – tornam-se os cavaleiros do apocalipse que lutam contra a ganância e a violência “civilizatória” de John Brahms, um explorador imperialista inescrupuloso. Filme experimental de Glauber Rocha inspirado no assassinato de Pier Paolo Pasolini. Foi indicado ao Leão de Ouro no Festival de Cinema de Veneza de 1980.  

 

A MULHER DE TODOS (Rogério Sganzerla, 1969) | 14 anos | 93 min. | Digital 

Ângela Carne e Osso, uma jovem ninfomaníaca, vive cercada por delinquentes e exerce intenso fascínio sobre eles, dominando-os com seu poder erótico. 

 

BAHIA DE TODOS OS SANTOS (José Trigueirinho Neto, 1960) | 12 anos | 100 min. | Digital 

Tonho faz parte de um grupo de amigos inconformados com o marasmo e a rotina opressiva de Salvador durante a ditadura de Getúlio Vargas. Rejeitado pela família, ele sobrevive de pequenos furtos no porto e enfrenta tensões sociais, políticas e religiosas. Dividido entre a relação com sua amante inglesa, que deseja afastá-lo do grupo, e seu envolvimento com grevistas, Tonho se vê em um turbilhão de conflitos que colocam sua liberdade e lealdade à prova. Trata-se do primeiro filme de Antonio Pitanga, no papel que deu origem ao seu nome artístico.  

 

BARRAVENTO (Glauber Rocha, 1961) | 12 anos | 78 min. | Digital 4K (restaurado) 

Numa aldeia de pescadores habitada por descendentes de africanos outrora escravizados, permanecem antigos cultos místicos ligados ao candomblé. A chegada de Firmino, antigo morador que se mudou para Salvador fugindo da pobreza, cria tensões quando ele tenta livrar os pescadores do domínio da religião. Primeiro longa-metragem de Glauber Rocha. 

 

BOM DIA, ETERNIDADE (Rogério de Moura, 2010) | 12 anos | 87 min. | Digital 

O filme conta a história de Clementino, que na juventude foi um famoso jogador de futebol, tendo participado da Copa do Mundo de 1958. Na maturidade, torna-se um homem amargo, que vive das lembranças do passado, na companhia da mulher, Odete, um misto de esposa, mãe e enfermeira. Um dia, um acontecimento mágico muda a vida do casal. 

 

CÂNCER (Glauber Rocha, 1972) | 12 anos | 86 min. | Digital 

No Rio de Janeiro, em 1968, em meio à turbulência política, um homem negro carioca, malandro típico, encontra-se com o receptador de seus pequenos golpes. Entre eles, move-se de modo escorregadio uma loura sensual, que contempla um e outro alternadamente com seus carinhos. Sob esta estrutura relativamente prosaica, Câncer traça um painel daquele momento brasileiro, flagrando com câmera nervosa detalhes de um Rio que não existe mais e onde aparece, quase como um personagem, a antiga Cinelândia. 

 

CASA DE ANTIGUIDADES (João Paulo Miranda Maria, 2020) | 14 anos | 87 min. | Digital 

Cristóvam, natural do sertão, trabalha em uma fábrica de leite em uma ex-colônia austríaca no Brasil. Ele se sente solitário, condenado ao ostracismo pelas diferenças culturais e étnicas. Um dia, ele descobre uma casa abandonada repleta de objetos que o fazem lembrar de suas origens. Curiosamente, mais objetos começam a aparecer, sem explicação, como se o lugar fosse vivo. Antonio Pitanga recebeu prêmio de Melhor Ator no Festival de Lima, no Peru, e no Festival de Colônia, na Alemanha. 

 

CHICO REI (Walter Lima Jr., 1985) | 12 anos | 115 min. | Digital 

A história lendária de Galanga, um rei do Congo escravizado e trazido ao Brasil no século XVIII. Escondendo pepitas e pó de ouro nos cabelos, ele compra sua alforria, torna-se proprietário de uma mina em Vila Rica (atual Ouro Preto) e liberta outros escravizados. 

 

CINEMA NOVO (Eryk Rocha, 2016) | 12 anos | 90 min. | Digital 

O filme mergulha na aventura da criação de uma geração de cineastas que inventou, logo no início da década de 1960, uma nova forma de fazer cinema no Brasil – a partir de uma atitude política que juntava arte e revolução, e que tinha como desejo um cinema que tomasse as ruas e fosse ao encontro do povo brasileiro. Cinema Novo é um ensaio poético que investiga um dos principais movimentos cinematográficos latino-americanos, através de fragmentos de filmes dos seus principais autores. Foi vencedor do L’Oeil d’Or, prêmio de Melhor Documentário no Festival de Cannes, em 2016. 

 

COMPASSO DE ESPERA (Antunes Filho, 1969) | 14 anos | 94 min. | Digital 

Jorge, um poeta negro, é amante de uma empresária branca e rica. Em uma reunião de um círculo de intelectuais paulistanos, ele conhece Cristina, outra moça branca de família abastada, e se apaixona. O relacionamento enfrenta preconceitos de todos os lados, e Jorge se vê brigando com as duas famílias e toda a sociedade, enquanto a ex-amante ainda o procura. 

 

ESSE MUNDO É MEU (Sérgio Ricardo, 1964) | 12 anos | 79 min. | Digital 

Na Favela do Esqueleto, vivem dois homens bastante diferentes, mas com a mesma necessidade: dinheiro para realizar seus sonhos. Um deles, metalúrgico, é obrigado a deixar de lado a ideia de ter um filho, pois não consegue receber aumento de salário. O outro, engraxate, precisa arranjar uma bicicleta para conquistar sua amada e acaba recorrendo ao roubo. 

 

FERNANDO CONI CAMPOS: CADA UM VIVE COMO SONHA (Luis Abramo e Pedro Rossi, 2025) | 12 anos | 89 min. | Digital 

A trajetória não linear e além do tempo de Fernando Coni Campos, um dos grandes artistas e contadores de histórias do cinema brasileiro. Autor de filmes premiados, como Viagem ao fim do mundo (1968), Ladrões de cinema (1977) e O mágico e o delegado (1983), Fernando era um homem que detinha o dom dos sonhos lúcidos. Como uma espécie de manual aos perplexos, este filme busca desvendar seu pensamento, impresso em seus filmes, poemas e nas elucubrações que fazia em torno da criação artística e do cinema. Como dizia Fernando, cinema é a arte de se escapar da censura, seja ela política, econômica ou social. 

 

GANGA ZUMBA (Cacá Diegues, 1963) | 12 anos | 102 min. | Digital 

Baseado no livro de João Felício dos Santos, o longa narra a jornada do líder Ganga Zumba e seu grupo, da fuga do cativeiro até o Quilombo dos Palmares. Primeiro longa-metragem de Cacá Diegues. 

 

JARDIM DE GUERRA (Neville D’Almeida, 1968) | 12 anos | 91 min. | Digital 

Um jovem sem perspectivas se apaixona por uma cineasta. Precisando de dinheiro, ele aceita transportar uma mala, mas acaba sendo preso e severamente torturado por uma organização de direita, sob a acusação injusta de terrorismo. Foi o filme mais censurado do cinema brasileiro, com quarenta e oito cortes. 

 

JULIANA DO AMOR PERDIDO (Sérgio Ricardo, 1970) | 16 anos | 108 min. | Digital  

Juliana é uma jovem explorada por seu pai, fanático religioso e líder de uma comunidade de pescadores. Ele a transforma em “santa” para manter a vila sob controle. Ao tentar fugir com um maquinista, Juliana enfrenta a tragédia. 

 

LADRÕES DE CINEMA (Fernando Coni Campos, 1977) | 12 anos | 127 min. | Película 35mm 

Uma comédia brasileira que conta a história de moradores de uma comunidade do Rio de Janeiro. Após roubarem os equipamentos de uma equipe de cineastas de Hollywood, eles decidem produzir seu próprio filme sobre a Inconfidência Mineira. 

 

LAMPIÃO, O REI DO CANGAÇO (Carlos Coimbra, 1964) | 12 anos | 103 min. | Digital 

A história de Virgulino, o famoso Lampião, que liderou um bando de cangaceiros pelo Nordeste do Brasil e se tornou respeitado pela população local pobre, por seu senso de justiça imediata. 

 

MALÊS (Antonio Pitanga, 2024) | 16 anos | 114 min. | Digital   

Dois jovens prestes a se casar são arrancados de sua terra natal, na África, e trazidos para o Brasil à força, como escravizados. Enquanto lutam para sobreviver e tentar se reencontrar, os dois se envolvem no levante dos malês. Segundo longa-metragem dirigido por Antonio Pitanga. Ganhou o Troféu Jangada de Melhor Filme pelo júri popular na 28ª edição do Festival de Cinema Brasileiro de Paris. 

 

MENINO DE ENGENHO (Walter Lima Jr., 1965) | 12 anos | 110 min. | Digital 

Na década de 1920, após a morte de sua mãe, o menino Carlinhos é enviado para o engenho Santa Rosa para ser criado pelo avô. Lá, ele testemunha a chegada de um novo tempo, com o advento das modernas usinas de açúcar e as transformações econômicas e sociais pelas quais passa a produção canavieira, mudanças que irão afetar a vida de todos.  

 

NA BOCA DO MUNDO (Antonio Pitanga, 1971) | 14 anos | 100 min. | Digital 

Antônio, um pescador negro que agora trabalha em um posto de gasolina, vive na pequena cidade litorânea de Atafona. Sua maior ambição é juntar dinheiro para se mudar para uma cidade grande com sua noiva, uma jovem que vende caranguejos frescos aos moradores locais e sonha com uma vida melhor. Quando uma mulher branca e rica, da alta sociedade, chega ao local, Antônio se aproxima dela e começa a mudar seus planos. Primeiro longa-metragem dirigido por Antonio Pitanga. 

 

O PAGADOR DE PROMESSAS (Anselmo Duarte, 1962) | Livre | 91 min. | Digital 

Depois que seu asno de estimação é atingido por um raio, Zé do Burro faz a promessa de carregar nas costas uma imensa cruz de madeira até a igreja de Santa Bárbara, situada a 40 quilômetros de onde ele vive. Zé do Burro é acompanhado fielmente por sua esposa, Rosa, ao longo do percurso. No entanto, a jornada que era para ser de realização acaba se tornando um pesadelo. Único filme brasileiro até hoje a conquistar a Palma de Ouro, prêmio máximo do Festival de Cannes. Também foi o primeiro filme brasileiro a ser indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. 

 

PITANGA (Beto Brant e Camila Pitanga, 2017) | Livre | 113 min. | Digital 

O documentário narra a carreira de Antonio Pitanga, um dos maiores atores do cinema nacional, que esteve no centro das grandes inquietações artísticas do país. O longa mescla trechos de sua carreira com depoimentos de amigos e intelectuais, como Caetano Veloso, além de explorar seus laços afetivos e seu papel fundamental na representação do profissional negro nas artes. 

 

QUANDO O CARNAVAL CHEGAR (Cacá Diegues, 1972) | Livre | 100 min. | Digital 

O empresário de um grupo de cantores sem sucesso consegue um contrato para que eles participem de uma homenagem a um rei que chegará à cidade para o carnaval. Discussões internas, romances inesperados e defecções impedem que o espetáculo se realize, mas os artistas voltam a se juntar e a se apresentar em shows mambembes. 

 

QUILOMBO (Cacá Diegues, 1984) | 16 anos | 119 min. | Digital 

Num engenho de Pernambuco, por volta de 1650, um grupo de escravos se rebela e ruma ao Quilombo dos Palmares, onde há uma nação de ex-escravos fugidos que resiste ao cerco colonial, entre eles Ganga Zumba, um príncipe africano. Tempos depois, seu herdeiro e afilhado, Zumbi, contesta as ideias conciliatórias de Ganga Zumba e enfrenta o maior exército jamais visto na história colonial brasileira. Além de atuar, Antonio Pitanga foi assistente de direção no filme. 

 

RIO BABILÔNIA (Neville D´Almeida, 1983) | 16 anos | 115 min. | Digital 

Marciano é convidado a recepcionar um milionário durante sua estadia no Rio de Janeiro. Nesta aventura, se envolve nas situações mais extravagantes, desde orgias até confrontos com a polícia. 

 

TOCAIA NO ASFALTO (Roberto Pires, 1962) | 18 anos | 101 min. | Película 16mm 

Rufino, um matador de aluguel, é mandado para a Bahia, onde deve assassinar o Coronel Pinto Borges, a mando do Coronel Domingos. Na Bahia, Borges dá uma festa para lançar sua candidatura ao governo do estado, mas agora, além de estar marcado para morrer, ele também está sendo investigado pelos crimes que cometeu. 

 

UM DIA COM JERUSA (Viviane Ferreira, 2020) | 12 anos | 74 min. | Digital 

Silvia é uma jovem pesquisadora de mercado que, ao bater na porta de Jerusa, é surpreendida pelas respostas nada convencionais da senhora. A partir desse encontro entre duas gerações, elas passam a compartilhar um sentimento comum de ancestralidade. 

 

UMA NEGA CHAMADA TEREZA (Fernando Coni Campos, 1973) | 14 anos | 80 min. | Digital 

Estrelado por Jorge Ben, o título do filme faz referência à letra da canção País tropical. Jorge é o protagonista de uma história de fantasia em que um casal de africanos chega ao Brasil para conhecer o país e participar do Festival Internacional da Canção. Filme raro de Fernando Coni Campos, que nunca chegou a sua montagem final. 

 

 

CURTAS 

 

ÁGUA DE MENINOS – A FEIRA DO CINEMA NOVO (Fabíola Aquino, 2012) | Livre | 52 min. | Digital 

documentário resgata a memória da Água de Meninos, feira de Salvador incendiada em setembro de 1964 e que foi tema de dois filmes, A grande feira e Sol sobre a lama. O curta apresenta materiais de origens diversas: recortes de jornais, entrevistas com antigos feirantes, antropólogos, urbanistas, pais de santo e pessoas ligadas ao local, além de trechos de filmes e filmagens in loco. Antonio Pitanga é um dos entrevistados.  

 

COLAGEM (David Neves, 1968) | 12 anos | 12 min. | Digital 

Filme-ensaio que promove o encontro entre Antonio Pitanga e Luiza Maranhão, atores que corporificam a expressão de uma ideia, um movimento, uma luta: o Cinema Novo. 

 

O TERNO DO ZÉ (Fabiano Soares, 2012) | 12 anos | 22 min. | Digital 

Flávio é um cineasta que fez sucesso durante os anos 1970, mas caiu no ostracismo. Desejando voltar a ser relevante, ele tenta de tudo, até mesmo métodos nos quais não acredita. Uma dívida sobrenatural, porém, pode estar comprometendo sua carreira. 

 

O VELHO REI (Ceci Alves, 2013) | Livre | 10 min. | Digital 

A partir de um pedido inusitado de sua filha Cleonice, que vive fora do país, Climério passa a gravar sua rotina e tudo o que vê à sua volta, com uma câmera enviada por ela.  

 

OLHOS DE CACHOEIRA (Adler Kibe Paz, 2020) | 18 anos | 20 min. | Digital 

Carlos Eugênio decide escrever suas memórias com a ajuda de Mônica, uma jovem que traz nova vida para a fazenda dele, às margens do Rio Paraguaçu.

 

PREMONIÇÃO (Pedro Abib, 2011) | 12 anos | 13 min. | Digital 

Ambientada na década de 1950 no Pelourinho, em Salvador, a narrativa trata das incertezas e medos da alma. Seu Antero, dono de um botequim, atende a um estranho freguês. A partir daí, a atmosfera do lugar se transforma completamente. 

 

RISCADOS PELA MEMÓRIA (Alex Vidigal, 2018) | 12 anos | 21 min. | Digital  

Um dono de um sebo de discos, em meio a uma compra de LPs de segunda mão, se depara com algo que vai muito além de uma aquisição trivial. 

 

TUDO QUE É APERTADO RASGA (Fabio Rodrigues Filho, 2019) | 14 anos | 27 min. | Digital 

Este filme intervém em imagens de arquivo para reestudar parte da cinematografia nacional à luz da presença e da agência do ator e da atriz negra. 

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