14
Classificação 14 anos

05 a 24 de março (terça à sábado, a partir das 15h)

Rua General Labatut, 27 - Barris | Salvador/BA

Evento gratuito (ingressos serão retirados no local)

Sobre o Projeto

De 5 a 24 de março, a Sala Walter da Silveira, nos Barris, recebe O cinema anticolonial de Sarah Maldoror, a maior retrospectiva já realizada no Brasil dedicada à cineasta. Com entrada gratuita, a programação reúne 34 filmes, entre curtas e longas, além de sessões comentadas, debates com convidados e leituras dramáticas de roteiros inéditos, ampliando o contato do público com a potência estética e política de sua obra. O projeto convida o espectador a mergulhar em uma trajetória que conecta cinema, história, luta e imaginação, promovendo reflexões sobre colonialismo, identidade e memória a partir de diferentes territórios e experiências.

A retrospectiva “O Cinema anticolonial de Sarah Maldoror” tem curadoria conjunta de Lúcia Monteiro, Izabel de Fátima Cruz Melo e Letícia Santinon.

Sobre Sarah Maldoror

Sarah Maldoror (1929–2020) foi uma das pioneiras do cinema anticolonial e a primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem de ficção no continente africano. Francesa de origem guadalupense, construiu uma filmografia marcada pelo diálogo com movimentos de libertação africanos e pelas relações entre arte, política e cultura.

 

Ao longo de sua carreira, transitou entre a ficção e o documentário, destacando artistas, intelectuais e experiências ligadas às lutas por independência, além de atuar como assistente de direção e cinematógrafa em importantes produções internacionais. Seu trabalho permanece como referência para o cinema contemporâneo ao propor novas narrativas, visões e modos de representar a história.

Programação

♦ 05 de março (quinta-feira) ♦

18h: Monangambé – Direção: Sarah Maldoror
(Monangambeee, 1968, 17 min, Angola/França. Classificação: 14 anos)
Sinopse: Os abusos dos traficantes de escravos portugueses em sua colônia de Angola são retratados por meio da tortura de um prisioneiro, fundamentada na ignorância e na incompreensão.

18h: Alma no olho – Direção: Zózimo Bulbul
(Alma no olho, 1973, 11 min, Brasil. Classificação: 14 anos)
Sinopse: Metáfora sobre a escravidão e a busca pela liberdade por meio da transformação interna do ser, em um jogo de imagens de inspiração concretista.

19h: Sambizanga – Direção: Sarah Maldoror

Com comentários de Annouchka de Andrade.

(Sambizanga, 1972, 97 min, Angola/França. Classificação: 14 anos)
Sinopse: Domingos é membro de um movimento de libertação africano, preso pela polícia secreta portuguesa, após eventos sangrentos em Angola. Ele não trai seus companheiros, mas é espancado até a morte na prisão, e sem saber que ele morreu, sua esposa percorre diversas prisões, tentando em vão descobrir o seu paradeiro.

♦ 06 de março (sexta-feira)

17h: Uma sobremesa para Constance – Direção: Sarah Maldoror

Com comentários de Annouchka de Andrade.

(Un dessert pour Constance, 1981, 63 min, França. Classificação: 14 anos)
Sinopse: Nos anos 70, Bokolo e Mamadou, varredores na cidade de Paris, buscam uma maneira de custear o retorno para casa de um de seus companheiros doentes.

19h: Leitura dramática do roteiro inédito de Sarah Maldoror
Direção: Safira Moreira

♦ 07 de março (sábado)

16h30: Trilogia do Carnaval

Com comentários de Annouchka de Andrade.

Fogo, uma ilha em chamas – Direção: Sarah Maldoror
(Fogo, l'île de feu, 1979, 23 min, Cabo Verde/França. Classificação: 14 anos)
Sinopse: A Ilha do Fogo, em Cabo Verde, é o cenário deste documentário dos anos 70 produzido pelo governo revolucionário do novo país, no qual a diretora optou por uma abordagem antropológica. O filme lança um olhar belíssimo sobre uma nação no início de sua independência.

Carnaval no Sahel – Direção: Sarah Maldoror
(Un carnaval dans le Sahel, 1979, 23 min, Cabo Verde. Classificação: 14 anos)
Sinopse: O Carnaval é um evento e uma festividade em que os limites podem ser transgredidos em um contexto repleto de música, sensações e texturas. Neste filme, ele é também o ponto de partida para uma abordagem sobre a história da cultura negra e do colonialismo, com conceitos de identidade e negritude ocupando o centro da cena.

Em Bissau, o carnaval – Direção: Sarah Maldoror
(Carnival en Guinée-Bissau, 1980, 13 min., Guiné-Bissau. Classificação: 14 anos)
Sinopse: Um curta-metragem documental que aborda como os habitantes da Guiné-Bissau enxergam sua identidade e cultura negra, tendo como pano de fundo a celebração anual do Carnaval.

18h: Debate - Sarah Maldoror e os cineastas africanos
Convidadas: Amaranta César e Annouchka de Andrade.

♦ 10 de março (terça-feira)

17h: Curso de preservação - Restaurar arquivos em vídeo da televisão
Com Nathanaël, Debora Butruce, Eduardo Morettin e Marcelo Ribeiro.

19h: Poesia em Movimento

Com comentários de Nathanael Arnould.

Louis Aragon, uma máscara em Paris
(Un Masque à Paris: Louis Aragon, Sarah Maldoror, 1978, 13 minutos, França. Classificação: 14 anos.)
Sinopse: Sarah Maldoror entrevista, neste documentário, Louis Aragon, poeta e figura fundamental do surrealismo francês. Ao mesmo tempo, questiona a forma como o movimento surrealista – nos períodos entre e pós-guerra – encarou a questão racial, do “outro” e da afirmação de outras identidades.

René Depestre, poeta haitiano
(René Depestre, poète haïtien, Sarah Maldoror, 1981, 5 min, França)
Pequeno documentário sobre René Depestre, poeta e antigo ativista comunista, umas das mais importantes figuras da literatura do Haiti.

Léon G. Damas
(Léon G. Damas, Sarah Maldoror, 1995, 24 min, França)
Um curta sobre o cofundador da revista L'Étudiant Noir, que promoveu a conscientização cultural negra, colaborador da Présence Africaine, poeta, deputado guianense, representante da UNESCO e combatente da resistência francesa

Com comentários de Nathanaël Arnould.

11 de março (quarta-feira)

18h: Monangambé – Direção: Sarah Maldoror
(Monangambeee, 1968, 17 min, Angola/França. Classificação: 14 anos)
Sinopse: Os abusos dos traficantes de escravos portugueses em sua colônia de Angola são retratados por meio da tortura de um prisioneiro, fundamentada na ignorância e na incompreensão.

18h: Alma no olho – Direção: Zózimo Bulbul
(Alma no olho, 1973, 11 min, Brasil. Classificação: 14 anos)
Sinopse: Metáfora sobre a escravidão e a busca pela liberdade por meio da transformação interna do ser, em um jogo de imagens de inspiração concretista.

19h: A batalha de Argel – Direção: Gillo Pontecorvo
(La battaglia di Algeri, 1966, 121 min., Argélia/Itália. Classificação: 14 anos)
Sinopse: Nos anos 1950, o medo e a violência aumentam à medida que o povo da Argélia luta pela independência do governo francês. Sarah Maldoror foi assistente de Pontecorvo nas filmagens.

♦ 12 de março (quinta-feira)

17:45h: Sessão Sarah Assistente

Elas – Direção: Ahmed Lallem
(Elles, 1966, 22 min, Argélia. Classificação: 14 anos)
Sinopse: No período pós-independência, estudantes argelinas do ensino médio falam sobre suas vidas e comentam como vislumbram o futuro, a democracia e o seu lugar na sociedade. Sarah Maldoror foi assistente de Lallem nas filmagens.

O legado da coruja – Episódio 7 – Direção: Chris Marker
(L'héritage de la chouette - "Logomachie ou Les mots de la tribu", 1990, 27 min., França. Classificação: 14 anos)
Sinopse: Cineastas ensaístas como Marker e Godard adoram jogos de palavras. Aqui, conforme as imagens mostram como vocábulos de origem grega permeiam a nossa mídia, as placas de rua e até mesmo os grafites, mergulhamos, sob uma perspectiva semiótica, nas bases da própria fala.

19h: O hospital de Leningrado – Direção: Sarah Maldoror
(L'hôpital de Leningrad, 1983, 58 min, França. Classificação: 14 anos)
Sinopse: Uma história de prisão política ambientada em um hospital psiquiátrico, onde a polícia estatal de Stalin colocava seus opositores. A narrativa é fiel ao texto original, um conto do escritor russo Victor Serge.

♦ 13 de março (sexta-feira)

15h45: Poesia em Movimento

Louis Aragon, uma máscara em Paris
(Un Masque à Paris: Louis Aragon, Sarah Maldoror, 1978, 13 minutos, França. Classificação: 14 anos.)
Sinopse: Sarah Maldoror entrevista, neste documentário, Louis Aragon, poeta e figura fundamental do surrealismo francês. Ao mesmo tempo, questiona a forma como o movimento surrealista – nos períodos entre e pós-guerra – encarou a questão racial, do “outro” e da afirmação de outras identidades.

René Depestre, poeta haitiano
(René Depestre, poète haïtien, Sarah Maldoror, 1981, 5 min, França)
Pequeno documentário sobre René Depestre, poeta e antigo ativista comunista, umas das mais importantes figuras da literatura do Haiti.

Léon G. Damas
(Léon G. Damas, Sarah Maldoror, 1995, 24 min, França)
Um curta sobre o cofundador da revista L'Étudiant Noir, que promoveu a conscientização cultural negra, colaborador da Présence Africaine, poeta, deputado guianense, representante da UNESCO e combatente da resistência francesa

17h: E os cães se calavam – Direção: Sarah Maldoror
(Et les chiens se taisaient, 1976, 13 min., França. Classificação: 14 anos)
Sinopse: Peça teatral cuja narrativa foca na rebelião de um homem contra a escravização de seu povo, filmada no interior do Musée de l'Homme, em Paris. Com atuações de Gabriel Glissant e Sarah Maldoror.

17h: Aimé Césaire, a máscara das palavras– Direção: Sarah Maldoror
(Aimé Césaire, the mask of words, 1987, 47 min., Estados Unidos/Martinica. Classificação: 14 anos)
Sinopse: Dez anos após realizar seu primeiro filme em torno do poeta surrealista, dramaturgo, ativista e político martinicano Aimé Césaire, Sarah Maldoror volta a esta figura na ocasião em que recebe uma importante homenagem nos EUA. Ideólogo do conceito de "negritude", na entrevista que concede a Maldoror, Césaire fala de sua trajetória, reflete sobre história, colonialismo, preconceitos e sobre o papel da poesia.

18h30: Sem Sol – Direção: Chris Marker
(Sans soleil, 1983, 104 min., França. Classificação: 14 anos)
Sinopse: Uma mulher narra os escritos contemplativos de um viajante do mundo experiente, com foco no Japão contemporâneo.

♦ 14 de março (sábado)

17h: Sessão Sarah Assistente

Elas – Direção: Ahmed Lallem
(Elles, 1966, 22 min, Argélia. Classificação: 14 anos)
Sinopse: No período pós-independência, estudantes argelinas do ensino médio falam sobre suas vidas e comentam como vislumbram o futuro, a democracia e o seu lugar na sociedade. Sarah Maldoror foi assistente de Lallem nas filmagens.

O legado da coruja – Episódio 7 – Direção: Chris Marker
(L'héritage de la chouette - "Logomachie ou Les mots de la tribu", 1990, 27 min., França. Classificação: 14 anos)
Sinopse: Cineastas ensaístas como Marker e Godard adoram jogos de palavras. Aqui, conforme as imagens mostram como vocábulos de origem grega permeiam a nossa mídia, as placas de rua e até mesmo os grafites, mergulhamos, sob uma perspectiva semiótica, nas bases da própria fala.

18h30: Prefácio a Fuzis para Banta – Direção: Mathieu Kleyebe Abonnenc
(Préface à Des fusils pour Banta, 2011, 28 minutos, França. Classificação: 14 anos)
Sessão comentada por Emi Kode.
Sinopse: Uma elegia ao filme perdido de Sarah Maldoror, "Fuzis para Banta", filmado em 1970 na Guiné-Bissau, durante a guerra de independência e confiscado durante a montagem, na Argélia. Abonnenc estrutura seu filme em torno das fotografias de cena, das anotações do roteiro e de conversas com Sarah Maldoror.

♦ 17 de março (terça-feira)

19h: Aimé Césaire - um homem, uma terra

Comentada por Lecco França.

(Aimé Césaire - un homme une terre, Sarah Maldoror, 1976, 52 min, França, Martinica)
Aimé Césaire foi surrealista, ensaísta, ativista e um dos fundadores do movimento da Negritude, uma corrente artística e política progressista que defendia a cultura negra, fortemente ligada a ideais marxistas e anticoloniais.

♦ 18 de março (quarta-feira)

17h: Ôrí
(Ôrí, Raquel Gerber, 1989, 100 minutos, Brasil. Classificação: 14 anos.)
Sinopse: Um olhar sobre o movimento negro brasileiro entre 1977 e 1988, a partir da
relação entre o Brasil e a África.

19h: Sessão Retratos de Mulheres, Retratos da Negritude.

19h: Abertura do teatro negro em Paris – Direção: Sarah Maldoror
(L'ouverture du théâtre noir à Paris, 1980, 6 min, França.)
Sinopse: Reportagem de Sarah Maldoror sobre um novo centro cultural de Paris, dedicado ao teatro negro.

19h: Retrato de uma mulher africana – Direção: Sarah Maldoror
(Portrait d'une femme africaine, 1985, 3 min., França. Classificação: Livre)
Sinopse: Reportagem televisiva a respeito da imigração de senegaleses para a França. A cineasta acompanha uma jovem cozinheira senegalesa, que trabalha em um centro de acolhimento para trabalhadores estrangeiros.

Primeiro encontro internacional das mulheres negras
(Première rencontre internationale des femmes noires, Sarah Maldoror, 1986, 6 min, França)
Reportagem sobre o encontro ocorrido em novembro de 1986, em Paris.

Assia Djebar
(Assia Djebar, Sarah Maldoror, 1987, 7 min, França)
Sinopse: Reportagem televisiva sobre a escritora argelina Assia Djebar, por ocasião do lançamento de seu livro "Sombra sultana". A autora reflete em voz alta sobre as mulheres no mundo árabe, sobre sua relação com o medo, o cerceamento no espaço doméstico e a esperança de ganhar a luz do exterior.

Ana Mercedes Hoyos
(Ana Mercedes Hoyos, Sarah Maldoror, 2009, 13 min, França/Colômbia)

Sinopse: Documentário dedicado à pintora e escultora colombiana Ana Mercedes Hoyos. Atenta à multiculturalidade colombiana e em especial à presença negra e à história da escravidão na Colômbia, a artista desenvolveu uma relação especial com a população do Palenque de São Basílio, quilombo próximo de Cartagena, considerado o primeiro povo livre das Américas.

Com comentários de Kenia Freitas.

♦ 19 de março (quinta-feira)

17h30: Aimé Césaire - um homem, uma terra

(Aimé Césaire - un homme une terre, Sarah Maldoror, 1976, 52 min, França, Martinica)
Aimé Césaire foi surrealista, ensaísta, ativista e um dos fundadores do movimento da Negritude, uma corrente artística e política progressista que defendia a cultura negra, fortemente ligada a ideais marxistas e anticoloniais.

19h: Sessão Curtas de Sara Gomez

Na outra ilha – Direção: Sara Gómez
(En la otra isla, 1968, 41 minutos, Cuba. Classificação: 14 anos)
Sinopse: Sara Gómez entrevista habitantes da Ilha da Juventude, em Cuba (então conhecida como Ilha de Pinos), capturando suas perspectivas sobre diversas questões sociais.

Uma ilha para Miguel – Direção: Sara Gómez
(Una isla para Miguel, 1968, 22 minutos, Cuba. Classificação: 14 anos)
Sinopse: Miguel, um de 12 filhos oriundos de um bairro pobre de Havana, é enviado pela família para a "Isla de Pinos", para se tornar um novo homem. Gómez aponta a sua câmara para este território, para onde os marginalizados (jovens, negros, pobres, homossexuais, religiosos, hippies) eram enviados para trabalho e reeducação forçados.

Ilha do tesouro – Direção: Sara Gómez
(Isla del tesoro, 1969, 9 minutos, Cuba. Classificação: 14 anos)
Sinopse: Uma curta evocação poética de Sara Gómez sobre a Ilha de Pinos, a ilha onde Fidel Castro foi preso por Batista e onde a revolução constrói uma nova sociedade. O filme apresenta uma justaposição da prisão Presídio Modelo com a produção de cítricos.

♦ 20 de março (sexta-feira) ♦

16h: Ôrí
(Ôrí, Raquel Gerber, 1989, 100 minutos, Brasil. Classificação: 14 anos.)
Sinopse: Um olhar sobre o movimento negro brasileiro entre 1977 e 1988, a partir da
relação entre o Brasil e a África.

18h: Monangambé e Alma no Olho – Direção: Sarah Maldoror e Zózimo Bulbul
(Monangambeee, 1968, 17 min, Angola/França. Classificação: 14 anos)
Sinopse: Os abusos dos traficantes de escravos portugueses em sua colônia de Angola são retratados por meio da tortura de um prisioneiro, fundamentada na ignorância e na incompreensão.

(Alma no olho, 1973, 11 min, Brasil. Classificação: 14 anos)
Sinopse: Metáfora sobre a escravidão e a busca pela liberdade por meio da transformação interna do ser, em um jogo de imagens de inspiração concretista.

19h: Uma sobremesa para Constance – Direção: Sarah Maldoror
(Un dessert pour Constance, 1981, 63 min, França. Classificação: 14 anos)
Sinopse: Nos anos 70, Bokolo e Mamadou, varredores na cidade de Paris, buscam uma maneira de custear o retorno para casa de um de seus companheiros doentes.

21 de março (sábado)

Sessão Retrato de Mulheres, Retratos da Negritude

16h: Abertura do teatro negro em Paris – Direção: Sarah Maldoror
(L'ouverture du théâtre noir à Paris, 1980, 6 min, França.)
Sinopse: Reportagem de Sarah Maldoror sobre um novo centro cultural de Paris, dedicado ao teatro negro.

16h: Retrato de uma mulher africana – Direção: Sarah Maldoror
(Portrait d'une femme africaine, 1985, 3 min., França. Classificação: Livre)
Sinopse: Reportagem televisiva a respeito da imigração de senegaleses para a França. A cineasta acompanha uma jovem cozinheira senegalesa, que trabalha em um centro de acolhimento para trabalhadores estrangeiros.

16h: Primeiro encontro internacional das mulheres negras
(Première rencontre internationale des femmes noires, Sarah Maldoror, 1986, 6 min, França)
Sinopse: Reportagem sobre o encontro ocorrido em novembro de 1986, em Paris.

16h: Ana Mercedes Hoyos
(Ana Mercedes Hoyos, Sarah Maldoror, 2009, 13 min, França/Colômbia)
Documentário dedicado à pintora e escultora colombiana Ana Mercedes Hoyos. Atenta à multiculturalidade colombiana e em especial à presença negra e à história da escravidão na Colômbia, a artista desenvolveu uma relação especial com a população do Palenque de São Basílio, quilombo próximo de Cartagena, considerado o primeiro povo livre das Américas.

16h: Assia Djebar
(Assia Djebar, Sarah Maldoror, 1987, 7 min, França)
Sinopse: Reportagem televisiva sobre a escritora argelina Assia Djebar, por ocasião do lançamento de seu livro "Sombra sultana". A autora reflete em voz alta sobre as mulheres no mundo árabe, sobre sua relação com o medo, o cerceamento no espaço doméstico e a esperança de ganhar a luz do exterior.

17h30: Sessão Curtas de Safira Moreira

Travessia
(Travessia, Safira Moreira, 2017, 5 min, Brasil)
Sinopse: Articulando poesia, arquivos fotográficos e encenação, Safira Moreira problematiza de forma poética a ausência ou dificuldade de permanência das imagens das pessoas negras.

Nascente
(Nascente, Safira Moreira, 2020, 6 min, Brasil)
Sinopse: Quatro mulheres e uma criança, reunidas em numa casa em Salvador, em agosto de 2020. Apesar das restrições pandêmicas, tudo ali flui como um rio correndo nas matas, em uma energia etérea e misteriosa.

Alágbedé
(Alágbedé, Safira Moreira, 2021, 12 min, Brasil)

Sinopse: Ogum, orixá yiorubá. Quando se manifesta sob o epíteto de Alágbedé, estão ressaltam-se suas habilidades com a forja, o fogo e os metais. Senhor das técnicas e das tecnologias – desceu à Terra para ensinar aos seres humanos a metalurgia.

19h: Sambizanga – Direção: Sarah Maldoror

(Sambizanga, 1972, 97 min, Angola/França. Classificação: 14 anos)
Sinopse: Domingos é membro de um movimento de libertação africano, preso pela polícia secreta portuguesa, após eventos sangrentos em Angola. Ele não trai seus companheiros, mas é espancado até a morte na prisão, e sem saber que ele morreu, sua esposa percorre diversas prisões, tentando em vão descobrir o seu paradeiro.

♦ 24 de março (terça-feira) ♦

18h: Prefácio a Fuzis para Banta
(Préface à Des fusils pour Banta, Mathieu Kleyebe Abonnenc, 2011, 28 min, França)
Uma elegia ao filme perdido de Sarah Maldoror, "Fuzis para Banta", filmado em 1970 na Guiné-Bissau, durante a guerra de independência e confiscado durante a montagem, na Argélia. Abonnenc estrutura seu filme em torno das fotografias de cena, das anotações do roteiro e de conversas com Sarah Maldoror.

19h: Sessão Sarah Assistente

Elas – Direção: Ahmed Lallem
(Elles, 1966, 22 min, Argélia. Classificação: 14 anos)
Sinopse: No período pós-independência, estudantes argelinas do ensino médio falam sobre suas vidas e comentam como vislumbram o futuro, a democracia e o seu lugar na sociedade. Sarah Maldoror foi assistente de Lallem nas filmagens.

O legado da coruja – Episódio 7 – Direção: Chris Marker
(L'héritage de la chouette - "Logomachie ou Les mots de la tribu", 1990, 27 min., França. Classificação: 14 anos)
Sinopse: Cineastas ensaístas como Marker e Godard adoram jogos de palavras. Aqui, conforme as imagens mostram como vocábulos de origem grega permeiam a nossa mídia, as placas de rua e até mesmo os grafites, mergulhamos, sob uma perspectiva semiótica, nas bases da própria fala.

Programa Digital

Imprensa

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Vinheta

Serviço

Retrospectiva: “O Cinema anticolonial de Sarah Maldoror”

Local: Sala Walter da Silveira  

Endereço: Rua General Labatut, 27 - Barris

Período: 05 a 24 de março (terça à sábado a partir das 15h) 

Entrada Gratuita: Ingressos disponíveis na bilheteria 

Classificação indicativa: 14 anos 

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