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A marcação de assento é válida até o início da sessão.

Cinema II

Entrada gratuita. Retirada de ingressos a partir das 9h, no dia da sessão.

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e a Cinemateca do Museu de Arte Moderna (MAM) estão fortalecendo seus laços institucionais ao renovar a parceria pra programação cinematográfica em 2026.

O cinema do CCBB Rio de Janeiro será palco de diversas atividades culturais organizadas pela Cinemateca, com colaboração técnica e institucional do CCBB, com destaque para exibições de filmes e ações formativas.

 

A Outra Volta do Parafuso – 1ª Parte 

A mostra “A Outra Volta do Parafuso” propõe uma reflexão sobre a trajetória e os significados do cinema digital, desde seus primórdios até os desdobramentos mais recentes. Ao revisitar obras fundamentais, o programa evidencia o caráter híbrido dessa tecnologia, suas diferentes possibilidades estéticas e os debates que ainda suscita, especialmente na relação com o cinema em película. Mais do que opor formatos, a seleção destaca escolhas criativas e a convivência entre técnicas, apontando para um campo em constante transformação diante de novas ferramentas, como a inteligência artificial.

Curadoria: Hernani Heffner

 

Texto da Curadoria

O cinema digital, mesmo após décadas de consolidação, ainda gera debates técnicos, culturais e estéticos, frequentemente colocados como uma oposição entre o antigo (analógico/película) e o moderno (digital). A mostra “A Outra Volta do Parafuso” propõe revisitar essa trajetória, destacando que o digital nunca substituiu totalmente a película, mas coexistiu com ela em um processo híbrido, tanto tecnológico quanto artístico.

Ao longo da história, o cinema digital evoluiu de sistemas baseados em fita até a captura de dados puros, ampliando as possibilidades de criação. Mais importante do que a evolução técnica (como aumento de resolução) são as diferentes escolhas estéticas: do realismo à experimentação, do hiperreal ao não-realismo.

A mostra também enfatiza que a revolução digital vai além da captação, abrangendo edição, cor, projeção e som. Nesse contexto, elementos como a iluminação dos projetores e o uso de tecnologias híbridas influenciam profundamente a experiência cinematográfica.

Diante do avanço atual da inteligência artificial, o cinema entra em uma nova etapa, reforçando a ideia de que sua história é marcada não por substituições, mas por contínuas transformações e convivências entre tecnologias.

PROGRAMAÇÃO

01/06, segunda

17h, Digital: Lado a Lado (Side by side), de Christopher Kenneally. Estados Unidos, 2012. Documentário. Com David Fincher, James Cameron e Steven Soderbergh. 99’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 10 anos. 

Sinopse: Com produção do ator Keanu Reeves, o filme entrevista diretores renomados e investiga a história, o processo e o fluxo de trabalho da criação de filmes digitais e fotoquímicos. 

 

03/06, quarta

17h, Digital: Em Busca da Vida (三峡好人 / San sia hao ren), de Jia Zhang-ke. Hong-Kong/China, 2006. Com Tao Zhao, Zhou Lan e Sanming Han. 112’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 12 anos. 

Sinopse: Uma cidade no condado de Fengjie está sendo gradualmente demolida e inundada para dar lugar à Barragem das Três Gargantas. Um homem e uma mulher visitam a cidade para localizar seus cônjuges separados e testemunhar as mudanças sociais. Gravado em alta definição (HDV) e com resolução 1080i, com uma câmara não profissional Sony HVR-Z1, “Em busca da vida” tira partido de uma estética videográfica “dura”, transformando-a em um dos fundamentos visuais do hiperrealismo contemporâneo, além de associá-lo ao uso inusitado de computação gráfica no que parece ser um documentário sobre uma cidade que vai desaparecer. 

 

04/06, quinta

17h, Digital: Extermínio (28 days later), de Danny Boyle. Reino Unido/Estados Unidos, 2002. Com Cillian Murphy, Naomie Harris e Christopher Eccleston. 113’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 18 anos.

Sinopse: Quatro semanas após um vírus misterioso e incurável se espalhar por todo o Reino Unido, um pequeno grupo de sobreviventes tenta encontrar um refúgio. Por razões logísticas e dramáticas, Extermínio se afasta conscientemente de um registro digital de alta definição, optando por um conjunto simultâneo de câmaras comuns de baixa resolução, a Canon XL-1 MiniDV, que grava em fita a 720p. O resultado foi uma imagem pixelada, desbalanceada e irreal, distante do vídeo analógico característico da televisão dos anos 90. Somente a última cena foi registrada em película 35mm. 

 

05/06, sexta

17h, Digital: Tron, Uma Odisséia Eletrônica (Tron), de Steven Lisberg. Estados Unidos/Taiwan/Japão/Reino Unido, 1982. Com Jeff Bridges, Bruce Boxleitner e David Warner. 133’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa Livre. 

Sinopse: Um hacker de computador é sequestrado para o mundo digital e forçado a participar de jogos de gladiadores, onde sua única chance de escapar é com a ajuda de um programa de segurança heroico. Considerado o introdutor da ferramenta digital no mundo cinematográfico, Tron teve vários cenários e efeitos gerados diretamente por computação gráfica, que em seguida foram fotografados em película 65mm diretamente dos monitores de computador.  

 

06/06, sábado

14h, Digital: Guerra nas Estrelas: Ataque dos Clones (Star Wars: Episode 2 - Attack of the clones), de George Lucas. Estados Unidos/Reino Unido, 2002. Com Hayden Christensen, Natalie Portman e Ewan McGregor. 142’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 10 anos. 

Sinopse:  Dez anos após se conhecerem, Anakin Skywalker vive um romance proibido com Padmé Amidala, enquanto Obi-Wan Kenobi descobre um exército secreto de clones criado aparentemente para os Jedi. Lucas queria revolucionar a indústria cinematográfica com a tecnologia digital em todas as etapas - captura, som, efeitos, finalização de cor e imagem, projeção -, mas para não assustar o público com a “morte da película” (mote publicitário de “Ataque dos Clones”) acabou inserindo digitalmente a sensação “orgânica” proporcionada pelos grãos de prata.  

 

17h, Digital: Colateral (Collateral), de Michael Mann. Estados Unidos, 2004. Com Tom Crise, Jamie Foxx e Jada Pinkett Smith. 120’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 16 anos. 

Sinopse: Um motorista de táxi acaba se tornando refém de um cativante assassino de aluguel enquanto este cumpre uma série de assassinatos durante uma noite em Los Angeles. Partindo das luminárias de vapor de sódio existentes nas ruas, Mann explora pioneiramente a capacidade das câmaras digitais de alta definição de registrar no “escuro”, e compõe uma nova imagem noturna de uma grande cidade, acrescentando uma intrincada estratégia de iluminação artificial na qual se destacam os painéis de LED usados no interior do carro. 

 

07/06, domingo

14h, Digital: Ondas do Destino (Breaking the waves), de Lars von Trier. Dinamarca/Suécia/França/Noruega/Islândia/Finlândia/Itália/Bélgica/Alemanha/Suíça/Estados Unidos/Reino Unido/Países Baixos, 1996. Com Emily Watson, Stellan Skarsgård e Katrin Cartlidge. 153’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 16 anos. 

Sinopse: Oilman Jan fica paralisado em um acidente. Sua esposa, que orou por seu retorno, se sente culpada; ainda mais, quando Jan a incentiva a fazer sexo com outra pessoa. Repetindo a estratégia da dupla John Huston/Oswald Morris em “Moby Dick”, o diretor Lars von Trier e o fotógrafo Robby Muller dessaturam a captura em 35mm, escaneando o negativo em película para arquivo digital, manipulando as cores no computador, acrescentando movimento em imagens paradas, e imprimindo o resultado novamente em película 35mm, com artefatos digitais e sobreposição de grãos sem qualquer correção, emprestando ao filme uma paleta “documental”, oriunda do processo e não da realidade filmada. 

 

17h, Digital: Cavalo de Vento (Windhorse), de Paul Wagner. Estados Unidos, 1998. Com Dadon, Jampa Kelsang e Richard Chang. 97’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 14 anos.  

Sinopse: Dolkar e seu irmão Dorjee fizeram escolhas radicalmente diferentes em suas vidas, embora ambos ainda morem com os pais. Enquanto Dolkar apoia a ocupação chinesa do Tibete, Dorjee rejeita a situação e leva uma vida marcada pela depressão. Quando sua prima, uma monja budista, é detida e maltratada pelas autoridades chinesas, Dolkar começa a questionar suas lealdades. Foi o primeiro longa-metragem gravado e pós-produzido de forma inteiramente digital, com o uso de câmaras Sony DVW-700WS e DCR-VX1000 de consumo doméstico, estação não-linear de edição com o programa Media Composer, lançado pela AVID, e computadores com os programas de acabamento digital e correção de cores Roland e DaVinci Resolve. O arquivo final foi transferido para negativo 35mm e o filme lançado em película. Cavalo de vento foi filmado clandestinamente no Tibete e no Nepal em 1996. 

 

08/06, segunda

17h, Digital: Corações Livres (Elsker dig for evigt). de Susanne Bier. Dinamarca, 2002. Com Sonja Richter, Nikolaj Lie Kaas e Mads Mikkelsen. 113’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa Livre.  

Sinopse: Um casal de noivos se desestrutura emocionalmente depois que o homem fica paralisado em um acidente, e a mulher se apaixona pelo marido da mulher responsável pelo desastre. Uma retomada do mote de “Ondas do destino”, agora em versão puramente digital, o filme de Bier adere às regras do Dogma 95, como por exemplo, não usar luz artificial injustificada na cena, transformando as limitações da câmara de fita MiniDV Sony DCR-PC100, que cabia na palma da mão, em signos de uma realidade mais imediata e natural. 

 

10/06, quarta

17h, Digital: Eu Sou um Ciborgue, e Daí? (싸이보그지만 괜찮아 / Ssa-i-bo-geu-ji-man gwaen-cha-na), de Park Chan-wook. Coréia do Sul, 2006. Com Lim Soo-jung, Rain e Park Byeong-eun. 107’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 14 anos.  

Sinopse: Uma garota que pensa ser um ciborgue de combate, entra em um hospital psiquiátrico, onde encontra outros psicóticos. Ela se apaixona por um homem que pensa que pode roubar a alma das pessoas. Primeiro filme digital sul-coreano de alta definição, assume o caminho da saturação e do artificialismo proporcionado pelo tratamento digital das cores e pelas intervenções de computação gráfica. 

 

12/06, sexta

17h, Digital: Tron: O Legado (Tron: legacy), de Joseph Kosinski. Estados Unidos/Índia/Reino Unido/México/Japão/Canadá, 2010.  Versão plana/2D. Com Jeff Bridges, Garrett Hedlund e Olivia Wilde. 125’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 10 Anos. 

Sinopse: O filho do criador de um mundo virtual vai em busca do seu pai e acaba preso dentro do mundo digital. Rodado em resolução nativa 3D de alta definição, com o mesmo sistema de captura de movimento do ator inventado por James Cameron para Avatar, o Pace Fusion Rig, mas não seu sistema de relevo e profundidade na composição da imagem, o segundo Tron utiliza a primeira câmara a ter um sensor equivalente à imagem em 35mm, a Sony F35, possibilitando assim o desfoque do fundo dos planos, o que empresta um ar mais cinemático e menos videográfico (gamer) à produção. Este efeito é acentuado pela troca de elementos gráficos presentes no primeiro filme, como os figurinos das personagens dentro do mundo virtual, agora recriadas com materiais reais e comandadas à distância, sem uso de cabos.

 

14/06, domingo

14h, Digital: Em Busca do Arco-íris (Rainbow), de Bob Hoskins. Reino Unido/Canadá, 1995. Com Willy Lavendel, Bob Hoskins e Jack Fisher. 98’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa Livre. 

Sinopse: Quatro crianças e um cachorro embarcam na aventura de suas vidas: a busca pelo fim do arco-íris. Com a ajuda de computadores e de uma crença irreprimível, eles alcançam o impossível, mas com consequências inesperadas. O filme foi concebido pela Sony como uma demonstração de que a tecnologia digital poderia emular completamente a textura da película, criando de fato o primeiro projeto de produção inteiramente digital em termos principalmente de efeitos, tratamento de cor e em especial de som (a trilha, mixagem e efeitos sonoros foram concebidos e processados de forma inteiramente digital, permanecendo como o único elemento dessa natureza no lançamento final em cópia 35mm). 

 

15/06, segunda

17h, Digital: General Magic, de Sarah Kerruish e Matt Maude. Estados Unidos, 2018. Documentário. Com Tony Fadell, Andy Hertzfeld e Marc Porat. 93’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 10 anos. 

Sinopse: As ideias que dominam a indústria de tecnologia e nosso dia a dia nasceram em uma startup secreta do Vale do Silício chamada 'General Magic', que surgiu da Apple em 1990 para criar o primeiro comunicador pessoal portátil (ou “smartphone”). 

 

17/06, quarta

17h, Digital: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le fabuleux destin d'Amélie Poulain), de Jean-Pierre Jeunet. França/Alemanha, 2001. Com Audrey Tautou, Mathieu Kassovitz e Rufus. 122’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 14 anos. 

Sinopse: Amélie é uma parisiense ingênua com seu próprio senso de justiça. Ela decide ajudar as pessoas ao seu redor e, no caminho, descobre o amor. Com visual inspirado na paleta de cores do pintor brasileiro Juarez Machado, “Amélie” tornou-se o primeiro filme a explorar as possibilidades de supressão de elementos visuais diretos (aspectos filmados de Paris que não interessavam ao diretor) e de elementos estruturais (as freqüências de cor dos subtons do azul), aliados à manipulação intensa das cores restantes, via tratamento digital de cor (color grading), o que garantiu uma inédita uniformidade visual. 

 

18/06, quinta

17h, Digital: Lúcia e o Sexo (Lucía y el sexo), de Julio Medem. Espanha/França, 2001. Com Paz Vega, Tristán Ulloa e Najwa Nimri. 128’. Exibição em digital. Classificação indicativa 18 anos. 

Sinopse: Várias vidas convergem em uma ilha isolada, todas ligadas por um autor cuja novela se tornou inextricavelmente entrelaçada com sua própria vida. Primeiro longa espanhol realizado em alta definição e um marco na exploração da capacidade do digital definir a imagem mesmo a presença do branco é ostensiva, particularidade técnica que o filme explora dramaticamente. 

 

19/06, sexta

17h, Digital: Tron: Ares, de Joachim Rønning. Estados Unidos/Canadá/Nova Zelândia, 2025. Com Jared Leto, Greta Lee e Jeff Bridges. 119’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 12 anos. 

Sinopse: Um programa de computador altamente sofisticado chamado Ares é enviado do mundo digital para o mundo real em uma missão perigosa. O encerramento da trilogia Tron inverte a premissa narrativa original e leva a tecnologia digital do cinema a enfrentar o desafio de dar ‘corporalidade” à virtualidade presente nas locações reais do filme, transformando objetos, figurinos e outros elementos em artefatos digitais manipulados à distância via wi-fi, um desenvolvimento da empresa neozelandesa Weta Digital. Gravado em ulta-alta-definição (8K), com a câmara/sensor Red Tron V-Raptor XL, editado e pós-produzido em resolução 4K, assumiu um compromisso de produção de que os efeitos digitais seriam criados por seres humanos e não desenvolvidos por inteligência artificial. 

 

20/06, sábado

14h, Digital: Atanarjuat: O Corredor (Atanarjuat), de Zacharias Kunuk. Canadá, 2001. Com Natar Ungalaaq, Sylvia Ivalu e Peter-Henry Arnatsiaq. 172’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 14 anos. 

Sinopse: Ambientado no passado remoto, o filme reconta uma lenda inuíte transmitida ao longo de séculos pela tradição oral. A história gira em torno do personagem-título, cujo casamento com suas duas esposas lhe rende a animosidade do filho do líder da tribo, que mata o irmão de Atanarjuat e o obriga a fugir a pé. Foi o primeiro longa-metragem da história a ser escrito, dirigido e interpretado inteiramente na língua inuktitut. Lança mão de uma tecnologia digital de baixo custo - o betacam digital - para explorar suas “limitações”, especialmente na captura do branco, o que rende uma intensa e variada captura da paisagem ártica. 

 

21/06, domingo

14h, Digital: O Segredo dos Seus Olhos (El secreto de sus ojos), de Juan José Campanella. Argentina, 2009. Com Ricardo Darín, Soledad Villamil e Pablo Rago. 129’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 16 anos. 

Sinopse: Um assessor jurídico aposentado escreve um romance com a esperança de fechar um de seus antigos casos de homicídio, que permanece sem solução, e superar o amor não correspondido que sentia por sua chefe. Apesar de rodado com uma câmara digital, Segredo efetivamente demonstra a capacidade emulativa do 35mm da Red One M, tornando-se o primeiro filme do Sul Global a ter grande impacto como uma narrativa que se sobrepõe e mesmo faz esquecer a base algorítmica da imagem. 

 

22/06, segunda

17h, Digital: Distrito 9 (District 9), de Neill Blomkamp. África do Sul/Estados Unidos/Nova Zelândia/Canadá, 2009. Com Sharlto Copley, David James e Jason Cope. 112’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 14 anos. 

Sinopse: Uma raça extraterrestre é forçada a viver em condições terríveis na Terra, até que encontram um agente do governo que foi exposto à sua biotecnologia. Primeiro filme africano rodado em alta definição, com mescla do look “documental” digital, efeitos visuais de enorme sofisticação e integração ao elenco, e pós-produção inovadora, por conta da captura em Red One M. 

 

25/06, quinta

17h, Digital: O Apartamento (فروشنده  / Forušande), de Asghar Farhadi. Irã/França/Catar/Estados Unidos, 2016. Com Shahab Hosseini, Taraneh Alidoosti e Babak Karimi. 124’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 12 anos. 

Sinopse: Forçado a sair de seu apartamento devido a trabalhos perigosos em um prédio vizinho, Emad e Rana se mudam para um apartamento no centro de Teerã. Um incidente ligado ao anterior inquilino vai mudar drasticamente a vida do casal. O filme revela o impacto do naturalismo alcançado pela manufatura dos sensores da câmara Arri Alexa, que incorporaram elementos de uma ciência das cores aplicada ao humano e seu ambiente imediato, especialmente o urbano. 

 

26/06, sexta

17h, Digital: Gênios do Mal (ฉลาดเกมส์โกง / Chalard games goeng), de Baz Poonpiriya. Tailândia, 2017. Com Chutimon Chuengcharoensukying, Eisaya Hosuwan e Teeradon Supapunpinyo. 130’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 18 anos.

Sinopse: Lynn, uma estudante brilhante, depois de ajudar suas amigas a conseguirem as notas de que precisam, desenvolve a ideia de começar um negócio muito maior de fraudes em exames. Representante do momento de onipresença da Arri Alexa como câmara padrão do cinema comercial mundial, “Gênios do mal” explora seus recursos em sentido oposto, apostando em um hiper-realismo e mesmo antinaturalismo, por conta da manipulação de cores, quadro, obturação e velocidade, criada e exarcebada por uma edição digital (não linear) vertiginosa. 

 

27/06, sábado

14h, Digital: O Outro Lado do Vento (The other side of the wind), de Orson Welles. França/Irã/Estados Unidos, 1970-2018. Com John Huston, Oja Kodar e Peter Bogdanovich. 122’. + Um Corte Final para Orson: 40 Anos em Produção (A final cut for Orson: 40 years in the making), de Ryan Sufern. Estados Unidos, 2018. Documentário. Com Frank Marshall, Peter Bogdanovich e Filip Jan Rymsza. 38’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 14 anos. 

Sinopse: O último dia de vida de um outrora aclamado diretor de Hollywood que emerge do exílio na Europa com planos para completar um filme inovador e voltar à indústria. O complemento apresenta os bastidores do complicado processo de recuperação e conclusão do último filme do lendário diretor Orson Welles. A difícil reconstrução do jamais montado projeto de Welles explicita as vantagens e alcance das ferramentas digitais, além de pôr em uso programas de inteligência artificial que ajudaram a organizar o material e os fluxos de trabalho. 

 

28/06, domingo

14h, Digital: Dançando no Escuro (Dancer in the dark), de Lars von Trier. Dinamarca/Alemanha/Itália/França/Suécia/Finlândia/Islândia/Noruega/ReinoUnido/Estados Unidos/Países Baixos, 2000. Com Björk, Catherine Deneuve e David Morse. 135’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 16 anos. 

Sinopse: Uma imigrante tcheca lida com sua cegueira progressiva se refugiando em suas fantasias musicais. Clássico do Dogma 95, movimento que procurava se afastar do modelo de produção hollywoodiano, proibindo o uso de refletores, tripés e outros artifícios de composição de uma “bela” imagem. O uso de câmaras digitais Sony  DSR-PD100, com sua imagem tipicamente videográfica, formato 4:3, e baixa resolução, pareceu ao diretor o instrumento perfeito para desconstruir a eficácia do melodrama musical tradicional. O famoso experimento do registro com 100 câmaras ao mesmo tempo se restringe aos números musicais do filme. 

 

17h, Digital: Frances Ha, de Noah Baumbach. Estados Unidos, 2012. Com Greta Gerwig, Mickey Sumner e Adam Driver. 86’. Exibição em digital. Legendas em português. Classificação indicativa 14 anos. 

Sinopse: Uma nova-iorquina sem lugar para morar torna-se aprendiz de companhia de dança (embora não seja dançarina de verdade) e mergulha de cabeça nos seus sonhos, embora a possibilidade de realizá-los seja reduzida. Clássico do Mumblecore, movimento de filmes ultraindependentes calcado na fala espontânea, frequentemente sobreposta, que deve sua existência à revolução digital e ao baixo custo de câmaras como a DVX100 e a famosa Canon 5D Mark II, com a qual foi gravado “Francis Ha”. Sua condição de “câmara fotográfica”, pequeno tamanho e extrema flexibilidade para a pós-produção permitiu registros discretos, muita improvisação e baixíssimo custo de produção. O desafio do filme de Baumbach foi transformar a imagem, que sempre é registrada em uma câmara digital de forma colorida, em um preto e branco de época, que soasse como um filme da Nouvelle Vague francesa. 

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22/04/26 a 22/06/26

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