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Todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças
CCBB Anexo
11 4297-0600
Entrada Gratuita
A exposição Vivian Caccuri – Pele Azul, com curadoria de Bernardo José de Souza, ocupa os dois andares do Espaço Anexo do CCBB SP, reúne quatro obras — sendo três inéditas —, e tem como ponto de partida a presença dos mosquitos para pensar relações entre humanidade e outras formas de existência.
Composta por instalações, bordados, esculturas sonoras e trabalhos audiovisuais, a exposição traz obras de grande escala da artista paulistana, que reside no Rio de Janeiro há 18 anos, e articula diferentes linguagens em torno de experiências sensoriais e narrativas que atravessam som, corpo e ecologia. A partir de uma pesquisa sobre o impacto cultural desses insetos no Brasil, Vivian Caccuri investiga seus vínculos com a vida humana, abordando sua presença no cotidiano, nas ideias e fantasias sobre as relações interespécies no imaginário coletivo e na formação das cidades tropicais.
Na instalação audiovisual multicanal Pele Azul (2026), que dá título à exposição, a artista apresenta uma inversão de perspectiva ao colocar os mosquitos Sabethes albiprivus, mais conhecidos como mosquito azul, no centro da narrativa. Desenvolvido ao longo de quatro anos em colaboração com o Laboratório de Transmissores de Hematozoários da Fiocruz, no Rio de Janeiro, o trabalho resulta de um acesso raro e excepcional a essas espécies pouco documentadas e atualmente em risco de extinção, que habitam as copas das árvores e permanecem, em grande parte, invisíveis à observação humana.
A partir de um roteiro escrito por Vivian Caccuri em colaboração com Beto Amaral, o filme foi realizado em cinco dias de gravações em ambiente controlado — um set de filmagem especialmente adaptado para captar as características físicas únicas dos mosquitos azuis —, incorporando também, pela primeira vez, a captação de seus sons. Nas palavras da artista, “o resultado são imagens inéditas para a maioria das pessoas. Este mosquito me atraiu primeiramente pela beleza e forma, possui uma pele brilhante e azul, brilhos, plumas, é um animal sedutor. Em um segundo momento, compreendi a relevância ecológica ligada a esse olhar: nós humanos, não deveríamos nunca poder vê-lo. Se estão voando perto de nós significa que seu ambiente original está sendo destruído. O mosquito azul problematiza a possibilidade do olhar e suas consequências no mundo físico”.
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Vivian Caccuri (São Paulo, 1986) é uma artista brasileira que vive e trabalha no Rio de Janeiro. Sua prática investiga o som como elemento central para reorganizar a percepção e tensionar experiências cotidianas. Em suas instalações e performances, utiliza materiais como alto falantes, microfones, cabos, correntes, redes, lâmpadas e velas, articulando dimensões visíveis e invisíveis, audíveis e inaudíveis.
Com trajetória consolidada no Brasil e no exterior, realizou exposições individuais em instituições como o New Museum, em Nova York (2022), na Galeria Municipal do Porto (2024), Folkwang Museum, na Alemanha (2024). Participou também de exposições coletivas em instituições e eventos como a Bienal de Veneza (2019), a 32ª Bienal de São Paulo (2016), a Bienal do Mercosul (2018 e 2022), o MASP, a Pinacoteca de São Paulo e o Museu Jumex, na Cidade do México, entre outros.
Entre os reconhecimentos, foi vencedora do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia (2011) e do Prêmio Funarte de Produção Crítica em Música (2013), além de ter sido finalista do Prêmio PIPA (2018) e do Future Generation Art Prize (2017).
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