14
Classificação 14 anos

A marcação de assento é válida até o início da sessão.

Cinema I

Entrada gratuita. Retirada de ingressos a partir das 9h, no dia da sessão.

Normas de visitação

O Cinema Anticolonial de Sarah Maldoror é a maior retrospectiva já realizada no país sobre o legado da cineastaque é pioneira na história dos cinemas africanos e dos cinemas de mulheres e uma das mais importantes divulgadoras do trabalho dos intelectuais da Negritude. 

Sarah Maldoror, cineasta francesa, filha de pai guadalupense, iniciou sua carreira dando visibilidade às lutas pela independência da África, especialmente próxima dos movimentos de libertação de Angola, da Guiné-Bissau e de Cabo Verde.

Sua obra compreende mais de quarenta filmes, entre ficções e documentários, curtas e longas-metragens. E além disso Maldoror se destaca, ainda, por utilizar a poética cinematográfica para narrar histórias revolucionárias de um ponto de vista humano, salientando o papel central das mulheres nos processos de emancipação. 

Primeira retrospectiva dedicada à cineasta no Brasil, a mostra oferece ao público a oportunidade de mergulhar em uma filmografia que equilibra o rigor político com uma estética refinada, algo que a tornou referência para gerações de realizadores ao redor do mundo.

Serão exibidos cerca de 20 filmes, acompanhados de atividades paralelas que aprofundam o legado da diretora. Além das sessões, o público poderá participar de debates e da leitura dramática de roteiros inéditos, traduzidos para o português, reforçando o caráter histórico da mostra. A programação contará com a presença das filhas da cineasta, Henda Ducados e Annouchka de Andrade.

 

Apresentação: Banco do Brasil

Patrocínio: CCBB RJ

Onde tem patrocínio Banco do Brasil, tem Governo do Brasil.

Curadoria: Lúcia Ramos Monteiro, Izabel de Fátima Cruz Melo e Leticia Santinon

PROGRAMAÇÃO

19/02, quinta

17h30, Sessão de Abertura

Sambizanga (comentada por Henda Ducados)

 

20/02, sexta 

16h00, Monangambééé + Alma no Olho, Henda comenta    

18h, Debate: Racismo e Representação, com Henda Ducados. Mediação de Janaína Oliveira 

 

21/02, sábado 

16h30, Prefácio a Fuzis para Banta   

18h, Sessão Carnaval Fogo, uma Ilha em Chamas + Carnaval no Sahel + Em Bissau, O Carnaval 

 

22/02, domingo 

15h30, A Batalha de Argel   

18h, Uma sobremesa para Constance  

 

23/02, segunda 

18h, Sessão Poesia em Movimento Louis Aragon, Uma Máscara em Paris + René Depestre, Poeta Haitiano + Léon G. Damas 

 

25/02, quarta 

16h30, Aimé Césaire, Un Homme Une Terre

18h, E os Cães se Calavam + Aimé Césaire, A Máscara das Palavras 

 

26/02, quinta 

16h30, O Hospital de Leningrado 

18h, Sem Sol  

 

27/02, sexta 

17h30, Ôrí 

 

28/02, sábado 

16h, Curtas de Sara Gomez + Debate 

18h30, Sarah Assistente: Elles + O Legado da Coruja 

 

01/03, domingo 

15h, Cais, Sessão seguida de Debate com Safira Moreira 

17h30, Leitura de Roteiro Inédito de Sarah Maldoror  

 

02/03, segunda 

17h30, Sambizanga (comentada por Annouchka De Andrade) 

 

04/03, quarta 

16h, Sessão Carnaval Fogo, Uma Ilha em Chamas + Carnaval no Sahel + Em Bissau, o carnaval   

18h, Uma Sobremesa para Constance  

 

05/03, quinta 

16h, Sessão: Retratos de Mulheres  

18h, Sessão: Poesia em Movimento  

 

06/03, sexta 

16h30, Aimé Césaire, Un Homme Une Terre 

18h, E os Cães se Calavam + Aimé Césaire, A Máscara das Palavras  

 

07/03, sábado 

16h30, O Hospital de Leningrado    

18h, Curtas de Sara Gomez 

 

08/03, domingo 

16h, Cais    

17h30, Sambizanga  

 

09/03, segunda 

16h30, Prefácio a Fuzis para Banta (sessão comentada)  

 

11/03, quarta 

16h, Uma Sobremesa para Constance 

17h30, Ôrí  

 

12/03, quinta 

16h30, Monangambééé + Alma no Olho

18h, Sessão: Retratos de Mulheres

 

13/03, sexta 

16h30, Sarah Assistente: Elles + O Legado da Coruja  

17h30, Sem Sol 

 

14/03, sábado 

17h, Cais, Sessão seguida de Debate 

 

15/03, domingo 

15h, A Batalha de Argel (Sessão comentada)   

18h, Curso: Arquivos do Cinema de Mulheres (Primeira parte)  

 

16/03, segunda 

17h30, Prefácio a Fuzis para Banta  

18h, Curso: Arquivos do Cinema de Mulheres - Acervos Públicos e Pessoais (Segunda parte e encerramento) 

SINOPSE

FILMES DE SARAH MALDOROR 

Abertura do teatro negro em Paris
L'ouverture du théâtre noir à Paris, Sarah Maldoror, 1980, 6 min., França 

Reportagem de Sarah Maldoror sobre um novo centro cultural de Paris, dedicado ao teatro negro. 

 

Ana Mercedes Hoyos  
Ana Mercedes Hoyos, Sarah Maldoror, 2009, 13 min., França/Colômbia 

Documentário dedicado à pintora e escultora colombiana Ana Mercedes Hoyos. Atenta à multiculturalidade colombiana e em especial à presença negra e à história da escravidão na Colômbia, a artista desenvolveu uma relação especial com a população do Palenque de São Basílio, quilombo próximo de Cartagena, considerado o primeiro povo livre das Américas. 

 

Assia Djebar 
Assia Djebar, Sarah Maldoror, 1987, 7 minutos, França 

Reportagem televisiva sobre a escritora argelina Assia Djebar, por ocasião do lançamento de seu livro "Sombra sultana". A autora reflete em voz alta sobre as mulheres no mundo árabe, sobre sua relação com o medo, o cerceamento no espaço doméstico e a esperança de ganhar a luz do exterior. 

 

Aimé Césaire, a máscara das palavras 
Aimé Césairethe mask of words, Sarah Maldoror, 1987, 47 minutos, Estados Unidos, Martinica. Classificação: 14 anos. 

Dez anos após realizar seu primeiro filme em torno do poeta surrealista, dramaturgo, ativista e político martinicano Aimé Césaire, Sarah Maldoror volta a esta figura na ocasião em que recebe uma importante homenagem nos EUA. Ideólogo do conceito de "negritude", na entrevista que concede a Maldoror, Césaire fala de sua trajetória, reflete sobre história, colonialismo, preconceitos e sobre o papel da poesia. 

 

Aimé Césaire - um homem, uma terra 

Aimé Césaire - un homme une terre, Sarah Maldoror, 1976, 52 minutos, França, Martinica. Classificação: 14 anos. 

Aimé Césaire foi surrealista, ensaísta, ativista e um dos fundadores do movimento da Negritude, uma corrente artística e política progressista que defendia a cultura negra, fortemente ligada a ideais marxistas e anticoloniais. 

 

Carnaval no Sahel 
Un carnaval dans le Sahel, Sarah Maldoror, 1979, 23 minutos, Cabo Verde. Classificação: 14 anos. 

O Carnaval é um evento e uma festividade em que os limites podem ser transgredidos em um contexto repleto de música, sensações e texturas. Neste filme, ele é também o ponto de partida para uma abordagem sobre a história da cultura negra e do colonialismo, com conceitos de identidade e negritude ocupando o centro da cena. 

 

Christiane Diop 
Christiane Diop, Sarah Maldoror, 1985, 6 minutos, França 

Reportagem dedicada a Christiane Diop, que comanda a livraria e editora Présence Africaine desde a morte de seu companheiro, Alioune Diop, em 1980. Fundada em 1947 como revista, a Présence Africaine logo expande suas atividades e se torna ponto de convergência de intelectuais negros vindos da África e das Antilhas. 

 

E os cães se calavam 
Et les chiens se taisaient, Sarah Maldoror, 1976, 13 minutos, França. Classificação: 14 anos. 

Peça teatral cuja narrativa foca na rebelião de um homem contra a escravização de seu povo, filmada no interior do Musée de l'Homme, em Paris. Com atuações de Gabriel Glissant e Sarah Maldoror. 

 

Em Bissau, o carnaval 
Carnival en Guinée-Bissau, Sarah Maldoror, 1980, 13 minutos, Guiné-Bissau. Classificação: 14 anos. 

Um curta-metragem documental que aborda como os habitantes da Guiné-Bissau enxergam sua identidade e cultura negra, tendo como pano de fundo a celebração anual do Carnaval. 

 

Fogo, uma ilha em chamas 
Fogo, l'île de feu, Sarah Maldoror, 1979, 23 minutos, Cabo Verde, França. Classificação: 14 anos. 

A Ilha do Fogo, em Cabo Verde, é o cenário deste documentário dos anos 70 produzido pelo governo revolucionário do novo país, no qual a diretora optou por uma abordagem antropológica. O filme lança um olhar belíssimo sobre uma nação no início de sua independência. 

 

Léon G. Damas 
Léon G. Damas, Sarah Maldoror, 1995, 24 minutos, França. Classificação: 14 anos. 

Um curta sobre o cofundador da revista L'Étudiant Noir, que promoveu a conscientização cultural negra, colaborador da Présence Africaine, poeta, deputado guianense, representante da UNESCO e combatente da resistência francesa. 

 

Louis Aragon, uma máscara em Paris 
Un Masque à Paris: Louis Aragon, Sarah Maldoror, 1978, 13 minutos, França. Classificação: 14 anos. 

Sarah Maldoror entrevista, neste documentário, Louis Aragon, poeta e figura fundamental do surrealismo francês. Ao mesmo tempo, questiona a forma como o movimento surrealista – nos períodos entre e pós-guerra – encarou a questão racial, do “outro” e da afirmação de outras identidades. 

 

Monangambééé 
Monangambeee, Sarah Maldoror, 1968, 16 minutos, Angola. Classificação: 14 anos. 

Os abusos dos traficantes de escravos portugueses em sua colônia de Angola são retratados por meio da tortura de um prisioneiro, fundamentada na ignorância e na incompreensão.  

 

O hospital de Leningrado 
L'hôpital de Leningrad, Sarah Maldoror, 1983, 58 minutos, França. Classificação: 14 anos. 

Uma história de prisão política ambientada em um hospital psiquiátrico, onde a polícia estatal de Stalin colocava seus opositores. A narrativa é fiel ao texto original, um conto do escritor russo Victor Serge. 

 

Primeiro encontro internacional das mulheres negras 
Première rencontre internationale des femmes noires, Sarah Maldoror, 1986, 6 minutos, França 

Reportagem sobre o encontro ocorrido em novembro de 1986, em Paris. 

 

René Depestre, poeta haitiano 
René Depestrepoète haïtien, Sarah Maldoror, 1981, 5 minutos, França. Classificação: 14 anos. 

Pequeno documentário sobre René Depestre, poeta e antigo ativista comunista, umas das mais importantes figuras da literatura do Haiti. 

Retrato de uma mulher africana  
Portrait d'une femme africaine, Sarah Maldoror, 1985, 3 minutos, França. Classificação: Livre. 

Reportagem televisia a respeito da imigração de senegaleses para a França. A cineasta acompanha uma jovem cozinheira senegalesa, que trabalha em um centro de acolhimento para trabalhadores estrangeiros. 

 

Sambizanga 
Sambizanga, Sarah Maldoror, 1972, 97 minutos, Angola, França. Classificação: 14 anos. 

Domingos é membro de um movimento de libertação africano, preso pela polícia secreta portuguesa, após eventos sangrentos em Angola. Ele não trai seus companheiros, mas é espancado até a morte na prisão, e sem saber que ele morreu, sua esposa percorre diversas prisões, tentando em vão descobrir o seu paradeiro. 

 

Uma sobremesa para Constance 
Un dessert pour Constance, Sarah Maldoror, 1981, 63 minutos, França. Classificação: 14 anos. 

Nos anos 70, Bokolo e Mamadou, varredores na cidade de Paris, buscam uma maneira de custear o retorno para casa de um de seus companheiros doentes. 

 

 

FILMES DE OUTROS CINEASTAS 

CONSTELAÇÃO SARAH MALDOROR 
Filmes em que Sarah Maldoror trabalhou como assistente ou que contêm imagens filmadas por ela.

 

A batalha de Argel 
La battaglia di Algeri, Gillo Pontecorvo, 1966, 121 minutos, Argélia e Itália. Classificação: 14 anos. 

Nos anos 1950, o medo e a violência aumentam à medida que o povo da Argélia luta pela independência do governo francês. Sarah Maldoror foi assistente de Pontecorvo nas filmagens. 

 

Elas 
Elles, Ahmed Lallem, 1966, 22 minutos, Argélia. Classificação: 14 anos. 

No período pós-independência, estudantes argelinas do ensino médio falam sobre suas vidas e comentam como vislumbram o futuro, a democracia e o seu lugar na sociedade. Sarah Maldoror foi assistente de Lallem nas filmagens. 

 

Sem Sol 
Sans soleil, Chris Marker, 1983, 104 minutos, França. Classificação: 14 minutos.

Uma mulher narra os escritos contemplativos de um viajante do mundo experiente, com foco no Japão contemporâneo. 

 

O legado da coruja - Episódio 7 
L'héritage de la chouette - "Logomachie ou Les mots de la tribu", Chris Marker, 1990, 27 minutos, França. Classificação: 14 anos. 

Cineastas ensaístas como Marker e Godard adoram jogos de palavras. Aqui, conforme as imagens mostram como vocábulos de origem grega permeiam a nossa mídia, as placas de rua e até mesmo os grafites, mergulhamos, sob uma perspectiva semiótica, nas bases da própria fala. 

 

Prefácio a Fuzis para Banta 
Préface à Des fusils pour Banta, Mathieu Kleyebe Abonnenc, 2011, 28 minutos, França. Classificação: 14 anos. 

Uma elegia ao filme perdido de Sarah Maldoror, "Fuzis para Banta", filmado em 1970 na Guiné-Bissau, durante a guerra de independência e confiscado durante a montagem, na Argélia. Abonnenc estrutura seu filme em torno das fotografias de cena, das anotações do roteiro e de conversas com Sarah Maldoror.  

 

 

GENEALOGIA IMAGINATIVA 
Filmes que apresentam proximidade estética e política com a obra de Sarah Maldoror.

 

Alma no olho 
Alma no olho, Zózimo Bulbul, 1973, 11 minutos, Brasil. Classificação: 14 anos. 

Metáfora sobre a escravidão e a busca pela liberdade por meio da transformação interna do ser, em um jogo de imagens de inspiração concretista. 

 

Ôrí 
Ôrí, Raquel Gerber, 1989, 100 minutos, Brasil. Classificação: 14 anos. 

Um olhar sobre o movimento negro brasileiro entre 1977 e 1988, a partir da relação entre o Brasil e a África. 

 

Cais 
Cais, Safira Moreira, 2025, 70 minutos, Brasil. Classificação: 14 anos. 

Dois meses após o falecimento de sua mãe Angélica, Safira viaja em busca de encontrá-la em outras paisagens. Num curso fluvial, o filme percorre cidades banhadas pelo Rio Paraguaçu, na Bahia, e pelo Rio Alegre, no Maranhão, para imergir em novas perspectivas sobre memória, tempo, nascimento, vida e morte. 

 

 

CURTAS DE SAFIRA MOREIRA

 

Travessia 
Travessia, Safira Moreira, 2017, 5 minutos, Brasil. Classificação: 14 anos 

Articulando poesia, arquivos fotográficos e encenação, Safira Moreira problematiza de forma poética a ausência ou dificuldade de permanência das imagens das pessoas negras. 

 

Nascente 
Nascente, Safira Moreira, 2020, 6 minutos, Brasil 

Quatro mulheres e uma criança, reunidas em numa casa em Salvador, em agosto de 2020. Apesar das restrições pandêmicas, tudo ali flui como um rio correndo nas matas, em uma energia etérea e misteriosa. 

 

Alágbedé  
Alágbedé, Safira Moreira, 2021, 12 minutos, Brasil 

Ogum, orixá yiorubá. Quando se manifesta sob o epíteto de Alágbedé, estão ressaltam-se suas habilidades com a forja, o fogo e os metais. Senhor das técnicas e das tecnologias – desceu à Terra para ensinar aos seres humanos a metalurgia.  

 

Da pele prata  
Da pele prata, Safira Moreira, 2025, 27 minutos 

Neste filme dedicado aos seus pais, Angélica Moreira, pedagoga e idealizadora do Ajeum da Diáspora, e Chico da Prata, ourives especializado em joias com temática relacionada ao candomblé, Safira Moreira retoma, sob uma perspectiva diversa de Travessia (2017), a construção de um percurso breve, mas profundo, sobre a história da sua família.  

 

 

CURTAS DE SARA GÓMEZ

 

Ilha do tesouro 
Isla del tesoro, Sara Gómez, 1969, 9 minutos, Cuba. Classificação: 14 anos. 

Uma curta evocação poética de Sara Gómez sobre a Ilha de Pinos, a ilha onde Fidel Castro foi preso por Batista e onde a revolução constrói uma nova sociedade. O filme apresenta uma justaposição da prisão Presídio Modelo com a produção de cítricos. 

 

Uma ilha para Miguel  
Una isla para Miguel, Sara Gómez, 1968, 22 minutos, Cuba. Classificação: 14 anos. 

Miguel, um de 12 filhos oriundos de um bairro pobre de Havana, é enviado pela família para a "Isla de Pinos", para se tornar um novo homem. Gómez aponta a sua câmara para este território, para onde os marginalizados (jovens, negros, pobres, homossexuais, religiosos, hippies) eram enviados para trabalho e reeducação forçados. 

 

Na outra ilha
En la otra isla, Sara Gómez, 1968, 41 minutos, Cuba. Classificação: 14 anos. 

Sara Gómez entrevista habitantes da Ilha da Juventude, em Cuba (então conhecida como Ilha de Pinos), capturando suas perspectivas sobre diversas questões sociais.

Dicas para curtir a visita

Consulte as normas de visitação para garantir uma experiência segura e agradável.

Ver normas

Abra
sua conta

pelo App BB

Imagem do QR Code do App BB

Aponte aqui a câmera do seu celular, baixe o App BB e abra sua conta. Simples assim.

www.bb.com.br