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Cinema

Mulheres Mágicas: reinvenções da bruxa no cinema – 2ª Ed. 

Imagem de Calendário

26/03/24 a 21/04/24

Serviço


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  • Local

    Cinema do CCBB Brasília

  • Horário

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  • Ingresso

    Ingresso: R$ 10,00 inteira e R$ 5,00 meia
    Para mais informações: bb.com.br/cultura 

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A mostra

Mulheres Mágicas: reinvenções da bruxa no cinema, apresenta em sua segunda edição, uma preciosa curadoria de obras que remontam a construção dessa figura tão popular, ao longo da história do cinema, destacando cineastas mulheres e perspectivas femininas. A bruxa é apresentada em sua complexidade, com filmes de várias épocas, países e modos de realização, oferecendo diferentes formas de representação dos corpos e saberes femininos em imagem. A programação se divide em dois eixos: pelo imaginário clássico das bruxas; e suas reinvenções contemporâneas. As exibições acompanham um catálogo virtual, debates e uma oficina gratuita.

Programação

Primeira Semana

26 março – Terça
19h –
A bruxa, de Robert Eggers (2015, 92 min, EUA) | 14 anos
*Apresentação da mostra pelas curadoras

27 março – Quarta
19hYaaba, de Idrissa Ouédraogo (1989, 90 min, Burkina Faso) | 12 anos

28 março – Quinta
19hO espelho da bruxa, de Chano Urueta (1962, 75min, México) | 14 anos

29 março – Sexta
18h –
 Viy – O espírito do mal, de Konstantin Yershov e Georgi Kropachyov (1967, 77 min, Rússia) | 14 anos

19h45 Retrato de uma jovem em chamas, de Céline Sciamma (2019, 121 min, França) | 14 anos

30 março – Sábado
17h3A Paixão de Joana D’arc, de Carl Theodor Dreyer (1928, 82 min, França) | 12 anos

19h30 – Curtas-metragens 1 | 16 anos
A mãe do rio, de Zeinabu irene Davis (1995, 28 min, EUA)
Abjetas 288, de Júlia da Costa, Renata Mourão (2020, 21 min, Brasil)
Para sempre condenadas, de Su Friedrich (1987, 41 min, EUA)

31 março – Domingo
17h30 Casei-me com uma feiticeira, de René Clair (1942, 76 min, EUA) | 12 anos

Segunda Semana

2 abril – Terça
19h
A filha de Satã, de Sidney Hayers (1962, 90min, Reino Unido) | 14 anos

3 abril – Quarta
19h
Curtas-metragens 2 | 16 anos
Wil-o-Wisp, de Rachel Rose (2018, 10 min, EUA)
Simpósio Preto, de Katia Sepúlveda (2022, 26 min, Rep. Dominicana / Alemanha)
República do Mangue, de Julia Chacur, Mateus Sanches Duarte, Priscila Serejo (2020, 8 min, Brasil)
Cosas de Mujeres, de Rosa Martha Ferández (1978, 45 min, México)

4 abril – Quinta
19h
As feiticeiras de Salém, de Raymond Rouleau (1957, 157 min, França) | 14 anos

5 abril – Sexta
18h-
O espelho da bruxa, de Chano Urueta (1962, 75min, México) | 14 anos
20h – A Praga, de José Mojica Marins (2021, 70 min, Brasil)  | 16 anos

6 abril – Sábado
15h20
– Infantil (dublado) | 10 anos
A fada do repolho, de Alice Guy (1896/1900, 1 min, França)
Malévola, de Robert Stromberg (2014, 97 min, EUA)

17h30 – Medusa, de Anita Rocha da Silveira (2023, 128 min, Brasil) | 16 anos
*Seguido de debate com prof. Mariana Souto

7 abril – Domingo
17h30
-Curtas-metragens 3 | 14 anos

Rami Rami Kirani, de Lira Mawapai HuniKuin e Luciana Tira HuniKuin (2024, 34 min, Brasil)
Resiliência Tlacuache, de Naomi Rincón Gallardo (2019, 16 min, México)
Laocoonte e seus filhos, de Ulrike Ottinger e Tabea Blumeschein (1973, 45 min, Alemanha)

19h30Mami Wata, de C. J. ‘Fiery’ Obasi (2022, 107 min, Nigéria)  | 14 anos

Terceira Semana

9 abril – Terça
19h
Viy – O espírito do mal, de Konstantin Yershov e Georgi Kropachyov (1967, 77 min, Rússia) | 14 anos

10 abril – Quarta
19h
Casei-me com uma feiticeira, de René Clair (1942, 76 min, EUA) | 12 anos

11 abril – Quinta
19h
Curtas-metragens 1  | 16 anos – Legenda descritiva
A mãe do rio, de Zeinabu irene Davis (1995, 28 min, EUA)
Abjetas 288, de Júlia da Costa, Renata Mourão (2020, 21 min, Brasil)
Para sempre condenadas, de Su Friedrich (1987, 41 min, EUA)

12 abril – Sexta
18h
– Curtas-metragens 2 | 16 anos
Wil-o-Wisp, de Rachel Rose (2018, 10 min, EUA)
Simpósio Preto, de Katia Sepúlveda (2022, 26 min, Rep. Dominicana / Alemanha)
República do Mangue, de Julia Chacur, Mateus Sanches Duarte, Priscila Serejo (2020, 8 min, Brasil)
Cosas de Mujeres, de Rosa Martha Ferández (1978, 45 min, México)

20h – Yaaba, de Idrissa Ouédraogo (1989, 90 min, Burkina Faso) | 12 anos

13 abril – Sábado
14h
– Oficina gratuita
“Filmem a bruxa! A tradição do mal feminino no cinema de horror”, com Gabriela Muller Larocca [LIBRAS] | 12 anos
*inscrições via forms cujo link estará disponível a partir das 12h de 05/04 no site e redes sociais do CCBB 

18h30 – A filha de Satã, de Sidney Hayers (1962, 90min, Reino Unido) | 14 anos

14 abril – Domingo
17h15 Orlando, minha biografia política, de Paul B. Preciado (2022, 98 min, França) | 14 anos

19h30A bruxa, de Robert Eggers (2015, 92 min, EUA) | 14 anos

Quarta Semana

16 abril – Terça
19h –
Retrato de uma jovem em chamas, de Céline Sciamma (2019, 121 min, França) | 14 anos

17 abril – Quarta
19h –
As feiticeiras de Salém, de Raymond Rouleau (1957, 157 min, França) | 14 anos

18 abril – Quinta
14h30 –
Infantil (dublado) | Livre
A fada do repolho, de Alice Guy (1896/1900, 1 min, França)
Branca de neve e os sete anões (1937, 83 min, EUA)

19hMedusa, de Anita Rocha da Silveira (2023, 128 min, Brasil) | 16 anos – Legenda descritiva

19 abril – Sexta
18h
A paixão de Joana D’arc, de Carl Theodor Dreyer (1928, 82 min, França) | 12 anos
20h – Curtas-metragens 3 | 14 anos
Rami Rami Kirani, de Lira Mawapai HuniKuin e Luciana Tira HuniKuin (2024, 34 min, Brasil)
Resiliência Tlacuache, de Naomi Rincón Gallardo (2019, 16 min, México)
Laocoonte e seus filhos, de Ulrike Ottinger e Tabea Blumeschein (1973, 45 min, Alemanha)

20 abril – Sábado
16h30 –
SESSÃO AO AR LIVRE Gratuita
O serviço de entregas da Kiki, de Hayao Miyazaki (1989, 103 min, Japão) | Livre
20h – A Praga, de José Mojica Marins (2021, 70 min, Brasil)  | 16 anos

21 abril – Domingo
16h30
SESSÃO AO AR LIVRE Gratuita
Branca de neve e os sete anões (1937, 83 min) | Livre

Atividades Formativas

26 março – Terça
19h –
A bruxa (2015, 92 min) | 14 anos

*Abertura da mostra com apresentação das curadoras

6 de abril – Sábado
17h30
Medusa (2023, 128 min) *Seguida de debate com a prof. Mariana Souto

13 de abril – Sábado
14h –
Oficina gratuita: “Filmem a bruxa! A tradição do mal feminino no cinema de horror”, com a pesquisadora Gabriela Larocca [LIBRAS]

*Inscrições prévias no site e redes sociais

18 de abril – Quinta
14h30
– Sessão infantil gratuita:
A fada do repolho (1896/1900, 1 min), Branca de neve e os sete anões (1937, 83 min)
*Seguida de debate com a coordenadora Tatiana Mitre

Mulheres Mágicas – Reinvenções da Bruxa no Cinema

Local: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília |
Endereço: SCES Trecho 02 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Especial Sul – Brasília – DF
Período
| 26 de março a 21 de abril de 2024 | Local: Cinema
Classificação indicativa: 12 anos | Ingressos em www.bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB Brasília

Sinopses

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A FADA DO REPOLHO  
La fée aux choux  | dir. Alice Guy (1896/1900, 1’, p&b, França, Ficção) | LIVRE 

Considerado o primeiro filme dirigido por uma mulher e um dos primeiros de ficção narrativa na história do cinema, A fada do repolho apresenta um conto fantástico sobre uma fada que colhe bebês que brotam de pés de repolho. 

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A PAIXÃO DE JOANA D’ARC 
La passion de Jeanne D’arc | dir. Carl Theodor Dreyer (1928, 82’, p&b, França, Ficção) | 12 anos 

Um clássico do cinema mudo dirigido pelo dimarquês Carl T. Dreyer, o filme conta a história da guerreira adolescente no século XV na França. Ao ser julgada por alegar ter falado com Deus, Jeanne d’Arc (em uma interpretação sublime de Renée Falconetti) é submetida a um tratamento desumano e a táticas de intimidação nas mãos dos oficiais do tribunal da igreja. Pressionada a mudar a sua história, Jeanne opta pelo que considera ser a verdade e sofre as consequências de suas escolhas. 

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BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES 
Snow white and the seven dwarfs | dir. David Hand, Perce Pearce, William Cottrell, Larry Morey, Wilfred Jackson e Ben Sharpsteen (1937, 83′, cor, EUA, Ficção) | LIVRE 

O primeiro longa-metragem de animação produzido nos Estados Unidos, clássico dos estúdios Walt Disney, baseado no conto dos Irmãos Grimm. Branca de Neve é uma princesa órfã, que vive com sua malvada e vaidosa madrasta, que a obriga a trabalhar como criada no castelo. Quando seu Espelho Mágico diz que Branca de Neve havia lhe superado em beleza, a Rainha Má ordena que seu Caçador leve a princesa à floresta para matá-la, e exige, como prova, que ele lhe traga o seu coração. O Caçador, porém, não tem coragem de completar a tarefa, e implora que Branca de Neve fuja sem jamais olhar para trás. Depois de uma noite assustadora, a princesa consegue encontrar, com ajuda de bondosos animais, uma casa de campo, onde ela não sabe que vivem sete anões.

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CASEI-ME COM UMA FEITICEIRA 
I married a witch | dir. René Clair (1942, 76’, cor, EUA, Ficção) | 12 anos 
Comédia dirigida pelo mestre francês René Clair e estrelada por Veronica Lake, e que serviria de inspiração para a série televisiva “A feiticeira”. Conta a história de Jennifer, uma bruxa queimada na fogueira pelo puritano Jonathan Wooley nos julgamentos de Salem. Antes de morrer, ela joga uma maldição em seu algoz: nenhum homem de sua família terá sorte no amor. Séculos depois, o espírito da bruxa desperta e ela vai em busca de um corpo para infernizar a vida de Wallace, descendente do responsável por levá-la à fogueira, e destruir o seu futuro casamento.

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AS FEITICEIRAS DE SALEM 
Les sorcières de Salem / The crucible dir. Raymond Rouleau (1957) [145′, p&b, EUA/França, Ficção) | 14 anos 
Primeira versão para o cinema da famosa peça “The Crucible”, de Arthur Miller. Nova Inglaterra, 1692. Na pequena cidade de Salem, o fazendeiro John Proctor (Yves Montand) trai sua esposa Elisabeth (em uma interpretação primorosa de Simone Signoret) por duas vezes com Abigail (Mylène Demongeot), a jovem serva de 17 anos. Quando John coloca um fim ao relacionamento, Abigail trama sua vingança.

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O ESPELHO DA BRUXA 
El espejo de la bruja | dir. Chano Urueta (1962, 76’, p&b, México, Ficção) | 14 anos 

Com inspirações hitchcockianas, O espelho da bruxa é uma das obras mais representativas do cinema gótico do México. Dirigido por Chano Urueta e baseado no roteiro de um dos grandes mestre do terror mexicano, Carlos Enrique Taboada, o filme tem como protagonista Sara, uma governante adepta das artes da trevas, que revela à sua afilhada, Elena, o destino macabro que a aguarda com a ajuda de um espelho: Elena será assassinada pelo seu marido, o cirurgião Eduardo Ramos, que está apaixonado por outra mulher. Após não conseguir mudar a sorte de Elena, Sara se vinga ao apresentar o ocultismo à nova esposa de Eduardo, Debora. 

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A FILHA DE SATà
Night of the eagle/ Burn, witch, burn! | dir. Sidney Hayers (1962, 90’, p&b, Reino Unido, Ficção) | 14 anos 

Norman Taylor (Peter Wyngarde) é um professor universitário bem-sucedido. Cético, ele descobre que sua esposa, Tansy (Janet Blair), pratica atos de bruxaria a fim de proteger a carreira do marido. Norman a obriga destruir todos os amuletos que estavam escondidos em sua casa. A partir de então, eventos misteriosos começam a assombrar o casal.  

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VIY – O ESPÍRITO DO MAL 
dir. Konstantin Yershov e Georgi Kropachyov | (1967, 77’, cor, Rússia, Ficção) | 14 anos 

Clássico do cinema de horror soviético baseado na história homônima de Nikolai Gogol. O estudante de teologia Khoma Brutus é chamado para orar durante três noites pela alma de uma rica moça, morta em circunstâncias violentas, em um vilarejo pobre. No entanto, trata-se de uma bruxa sedenta de vingança, que invocará lobisomens, vampiros e outras criaturas do inferno para atormentar a vida do discípulo. 

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LAOCOONTE E SEUS FILHOS 
Laokoon & Söhne | Ulrike Ottinger e Tabea Blumenschein  (1973, 45’, cor, Alemanha, Experimental)  | 14 anos 

Livremente baseado em Orlando, de Virginia Woolf, o primeiro filme de Ulrike Ottinger, importante nome do cinema feminista, em parceria com a atriz Tabea Blumenschein, é um exercício surrealista que combina um turbilhão de imagens com uma narração divertida e caprichosa. Num país imaginário, habitado apenas por mulheres, Esmeralda del Rio realiza uma série de transformações, tornando-se várias outras pessoas, como uma viúva na tundra gelada, uma patinadora de gelo e até um gigolô chamado Jimmy. Uma mulher extraordinária, um país incomum e uma cadeia de transformações mágicas dão origem a uma série de representações excêntricas dessas diversas personagens.  

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COSAS DE MUJERES 
dir. Rosa Martha Fernández | (1978, 45’, p&b, México, Documentário) | 16 anos 

Documentário militante realizado pelo importante grupo feminista mexicano Colectivo Cine Mujer, em atuação entre os anos 1970 e 1980. O filme denuncia o problema do aborto clandestino no México, com diversas entrevistas e estatísticas chocantes sobre mulheres que morrem em decorrência de procedimentos realizados em condições precárias. Ao investigar um tema tabu, especialmente no contexto da América Latina na década de 1970, o coletivo assumia o compromisso de levar pautas feministas fundamentais para um debate público e coletivo, e defender maior autonomia das mulheres sobre seus corpos e existências.

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PARA SEMPRE CONDENADAS 
Damned if you don’t | dir. Su Friedrich  (1987, 41’, p&b,  EUA, Ensaio) | 14 anos 

Dirigido por Su Friedrich, figura inarredável do cinema vanguardista e queer estadunidense, Para sempre condenadas articula estruturas narrativas com a experimentação audiovisual para criar um estudo íntimo da expressão e da repressão sexual. Um convento é o cenário desta investigação, centrada em uma jovem lésbica e seu encontro com uma freira solitária. Arquivos e rastros de outras histórias vão se somando às experiências dessas duas mulheres.

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O SERVIÇO DE ENTREGAS DA KIKI  
Kiki’s Delivery Service | dir. Hayao Miyazaki (1989, 103′, cor, Japão) | Ficção  

Nesta encantadora releitura dos contos de bruxas produzida pelos Estúdios Ghibli, a jovem Kiki, de 13 anos, muda-se para uma cidade litorânea com seu gato falante para passar um ano sozinha de acordo com a tradição para bruxas em treinamento. Após aprender a controlar sua vassoura, estabelece um serviço de correio voador e logo integra a comunidade. Mas quando a jovem bruxa perde suas habilidades, ela deve superar sua insegurança a fim de recuperar seus poderes. 

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YAABA 
dir. Idrissa Ouédraogo (1995, 90’, cor, Burkina Faso, Ficção) | 12 anos 

Vencedor do Prêmio da Crítica no Festival de Cannes em 1989. Em uma pequena aldeia em Burkina Faso, Bila, um menino de dez anos, faz amizade com uma idosa chamada Sana, a quem todos chamam de “bruxa”, e que é ritualmente culpada por qualquer desastre que aconteça na comunidade. Mas o próprio garoto a chama de “Yaaba”, que significa “avó”, um termo carinhoso que Sana nunca tinha ouvido. Quando Napoko, prima do garoto, fica doente, Bila recorre a Sana para que ela faça um remédio para salvar a menina.

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A MÃE DO RIO 
Mother of the river | dir. Zeinabu irene Davis (1995, 28’, p&b, EUA, Ficção) | 12 anos 

Nessa história comovente ambientada na década de 1850, da aclamada diretora afro-americana Zeinabu irene Davis, uma jovem escravizada faz amizade com uma mulher mágica na floresta chamada “Mãe do rio”. Por meio de sua amizade, a jovem aprende sobre independência, honra, humildade e respeito pelos outros. A mãe do rio é um raro retrato da escravidão sob a perspectiva de uma jovem mulher.

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MALÉVOLA 
Maleficent | dir. Robert Stromberg (2014, 97’, cor, EUA, Ficção) | 10 anos 

Releitura do conto de fadas da Bela Adormecida do ponto de vista da vilã, a bruxa Malévola (interpretada por Angelina Jolie). Desde pequena, essa garota com chifres e asas mantém a paz entre os dois reinos, até se apaixonar pelo garoto Stefan, que eventualmente a abandona. A garota torna-se então uma mulher vingativa e amarga que decide amaldiçoar a filha recém-nascida de Stefan, Aurora (Elle Fanning). Aos poucos, no entanto, Malévola começa a desenvolver sentimentos de amizade em relação à jovem e pura Aurora.

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A BRUXA 
The witch | dir. Robert Eggers (2015, 92’, cor, EUA, Ficção) | 14 anos 

Na Nova Inglaterra de 1630, o pânico e o desespero tomam conta de um fazendeiro, sua esposa e seus filhos quando o filho mais novo, Samuel, desaparece repentinamente. A família culpa Thomasin (Anya Taylor Joy), a filha mais velha que estava cuidando do menino. Com as suspeitas e a paranoia aumentando, os irmãos gêmeos Mercy e Jonas começam a acreditar que Thomasin esteja praticando bruxaria, algo que irá testar a fé, a lealdade e o amor do clã entre si. 

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WIL-O-WISP 
dir. Rachel Rose (2018, 10’, cor,  EUA, Ficção) | 12 anos 

Um dos nomes em ascensão no universo das artes visuais, Rachel Rose apresenta uma narrativa que transcorre na Inglaterra agrária do século XVI. Ao acompanhar a vida de uma curandeira, cujo destino é marcado pelo amor e pela perda, pela prática da magia e as consequências da perseguição ao ser taxada como bruxa, o curta investiga os modos como a percepção e a coincidência afetam nossa experiência no mundo. 

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RETRATO DE UMA JOVEM EM CHAMAS 
Portrait de la jeune fille en feu | dir. Céline Sciamma (2019, 121’, cor, França, Ficção) | 14 anos 

Vencedor dos prêmios de Melhor Roteiro e da Palma Queer no Festival de Cannes. Na França de 1770, Marianne é contratada para pintar o retrato de casamento de Héloïse (Adèle Haenel), uma jovem mulher que acabou de deixar o convento. Por ela ser uma noiva relutante, Marianne (Noémie Merlant) chega sob o disfarce de companhia, observando Héloïse de dia e a pintando secretamente à noite. Conforme as duas mulheres se aproximam, a intimidade e a atração crescem, enquanto compartilham os primeiros e últimos momentos de liberdade de Héloïse, antes do casamento iminente. O retrato logo se torna um ato colaborativo e o testamento do amor delas. 

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RESILIÊNCIA TLACUACHE 
Resiliencia Tlacuache | dir. Naomi Rincón Gallardo (2019, 16’, cor, México, Experimental)  | 14 anos 

O filme se inspira em entrevistas e encontros com a ativista e advogada zapoteca Rosalinda Dionicio, que tem participado da defesa de territórios contra mineradoras transnacionais no estado de Oaxaca, no México. Neste trabalho, se sobrepõem o tempo da criação com o tempo contemporâneo dos despojos da mineração. A fabulação é tecida com mitos mesoamericanos nos quais quatro personagens (uma colina, uma espécie de gambá, Dona Caña e um agave, planta que serve de matéria-prima para tequila) se encontram para conjurar as energias cósmicas e os poderes da celebração embriagante contra as violências capitalistas heteropatriarcais de morte e destruição.  

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REPÚBLICA DO MANGUE 
dir. Julia Chacur, Mateus Sanches Duarte, Priscila Serejo (2020, 8’, p&b, Brasil, Documentário) | 14 anos 

A Zona do Mangue do Rio de Janeiro era uma conhecida área de boemia e prostituição que enfrentou diversas perseguições ao longo do século XX. De 1954 a 1974, vigorou na região a chamada República do Mangue, um regime representativo em que, sob controle médico e vigilância policial, as mulheres decidiam quem deveria assumir a administração das “casas de tolerância”. A partir de imagens sobreviventes, o curta propõe um outro olhar sobre esta memória de disputa e resistência. As prostitutas configuram uma classe laboral de qualidade quase identitária – e a criação dessa identidade, muito próxima da bruxa, serviu a propósitos de perseguição e extermínio de mulheres. Este documentário pode nos dar a ver registros de uma “caça às bruxas” no Brasil recente e a alargar nossas compreensões sobre quais mulheres, historicamente, foram de fato os alvos principais dessas investidas.  

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 ABJETAS 288 
dir. Júlia da Costa, Renata Mourão (2020, 21’, cor’, Brasil, Experimental)  | 16 anos 

Em um futuro distópico, Joana e Valenza fazem uma jornada à deriva por uma cidade nordestina. Através da música eletrônica e trilha ruidosa, as personagens, nas andanças pelas ruas, performam o que sentem enquanto vivem nessa sociedade tentando entendê-la. Abjetas 288 trata sobre territorialidades, identidades e meritocracia, tudo com um tom irônico e se utilizando de elementos alegóricos que dialogam com a história popular de Aracaju. 

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A PRAGA 
dir. José Mojica Marins (2021, 70’, cor, Brasil, Ficção)  | 16 anos 

Realizado inicialmente em 1980 por José Mojica Marins, o lendário Zé do Caixão, A praga havia sido dado como perdido por décadas, até ser lançado postumamente, em 2021. Durante um passeio pelo campo, Marina e Juvenal param para tirar fotos em frente à casa de uma estranha senhora. Irritada, ela se revela uma bruxa e joga uma maldição em Juvenal: uma ferida que se abre em seu corpo sente uma fome insaciável por carne crua e precisa ser alimentada para que as dores sejam amenizadas O filme será exibido junto ao curta A Última Praga de Mojica (2021), com direção de Cédric Fanti, Eugenio Puppo, Matheus Sundfeld e Pedro Junqueira, que esmiúça o único filme inédito do mestre do horror brasileiro através de trechos de making-of e imagens da história em quadrinhos que o originou. 

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ORLANDO, MINHA BIOGRAFIA POLÍTICA 
Orlando, ma biographie politique | dir. Paul B. Preciado (2022, 98’, cor, França, Documentário/Ensaio) | 14 anos  

Em 1928, Virginia Woolf escreveu “Orlando”, o primeiro romance em que o personagem principal muda de sexo no meio da história. Um século depois, o escritor e ativista trans Paul B. Preciado decide enviar uma carta cinematográfica à autora: seu Orlando saiu da ficção e vive como ela jamais poderia ter imaginado. Preciado organiza um teste de elenco e reúne 26 pessoas trans e não binárias, de 8 a 70 anos de idade, que encarnam o protagonista.

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MAMI WATA 
dir: C. J. ‘Fiery’ Obasi (2022, 107’, pb, Nigéria, Ficção) | 14 anos 

MAMI WATA é uma divindade adorada pelos habitantes da remota vila de Iyi, na África ocidental. Mama Efe, sua representante, exerce autoridade espiritual na vila, até que a morte de uma criança perturba a paz da comunidade. O poder da divindade passa a ser questionado por aqueles com diferentes ideologias, e Prisca e Zinwe, filhas de Mama Efe, se unem para salvar sua aldeia e restaurar a glória de MAMI WATA em Iyi. 

simposio-preto

SIMPÓSIO PRETO 
Black Symposium | dir. Katia Sepúlveda (2022, 26’, Rep. Dominicana/ Alemanha, Experimental) | 12 anos 

Em um tempo mítico, um grupo de mulheres afro-caribenhas se reúne em uma praia remota para debater sexualidade, sensualidade, amor, cuidado, alegria e memória. A conversa gira em torno da descolonização e da espiritualidade. O encontro termina em um ritual que expressa profunda gratidão aos seus ancestrais e ao mar. Um filme que trata da experiência da violência, em que sua estética e abordagem colaborativa desafiam as convenções cinematográficas a partir de diversas perspectivas feministas. 

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MEDUSA 
dir. Anita Rocha da Silveira (2023, 128’, cor, Brasil, Ficção) | 16 anos 

Há muitos e muitos anos, a bela Medusa foi severamente punida por Atena, a deusa virgem, por não ser mais pura. Já em um Brasil fictício, dominado por um regime religioso ultraconservador, a jovem Mariana pertence a um mundo em que deve se esforçar ao máximo para manter a aparência de uma mulher perfeita. Para não caírem em tentação, ela e suas amigas se esforçam para controlar tudo e todas à sua volta. Porém, há de chegar o dia em que a vontade de gritar será mais forte.

Rami-Rami-Kirani

RAMI RAMI KIRANI
dir. Lira Mawapai HuniKuin e Luciana Tira HuniKuin (2024, 34’, cor, Brasil, Documentário) | Livre

Até pouco tempo, as mulheres Huni Kuin não podiam consagrar e preparar o Nixi Pae (ayahuasca). Apenas os homens conheciam o poder dessa medicina. “Rami Rami Kirani” é um filme sobre os aprendizados, as transformações e a força da ayahuasca através das mulheres Huni Kuin.