?
Classificação Verificar Programação

A marcação de assento é válida até o início da sessão.

Cinema I

Entrada gratuita. Retirada de ingressos a partir das 9h, no dia da sessão.

Normas de visitação
Em sua itinerância no Rio de Janeiro, o Panorama apresenta um recorte de sua 21ª edição, realizada em Salvador e Cachoeira, e reúne 29 curtas e longas premiados, com destaque para a produção brasileira. 
A programação inclui títulos como Uma baleia pode ser dilacerada como uma escola de samba, de Marina Meliande e Felipe M. Bragança, Anti-heróis do udigrudi baiano, de Henrique Dantas, e Aisha não pode voar, de Morad Mostafa, além de sessões especiais de Meteorango Kid, o herói intergaláctico, de André Luiz Oliveira, e De certa maneira, de Sara Gómez, e da mostra A Onda Queer do Super 8 Paraibano. Além das exibições, o programa contempla debates com convidados e oficina de crítica, ampliando o intercâmbio entre cinematografias e o acesso a obras contemporâneas e históricas. 
 
Curadoria: Marília Hughes, Adolfo, Gênesis Nascimento, Juh Almeida, João Paulo, Rafa Carvalho e Rafa Saraiva

PROGRAMAÇÃO

16/07, quinta
17h30, Premiados Competição Nacional Júri Oficial
Melhor Curta – Irmã 
Melhor Longa – Uma Baleia Pode Ser Dilacerada com uma Escola de Samba


17/07, sexta
13h30, Premiados Competição Baiana Júri Oficial
Melhor Direção – Xingu à Margem 

15h, Premiados Competição Nacional
Prêmio Canal Brasil – Replikka
Melhor Som Júri Oficial — Até Onde a Vista Alcança

17h40, Premiados Competição Nacional 
Melhor Curta Júri das Associações e Júri Jovem – Maic Não Quer Cruzar 
Melhor Longa Júri das Associações e Júri Jovem e Melhor Fotografia Júri Oficial – Timidez 


18/07, sábado
10h, Oficina de Crítica Cinematográfica

13h30, Sessão Especial Sara Gomez
De Certa Maneira

15h30, Sessão Especial Filme Restaurado: Meteorango Kid: Herói Intergaláctico

17h30, Premiados Competição Baiana Júri Oficial
Melhor Curta – Bregueragem 
Melhor Longa – Anti-heróis do Udigrude Baiano



19/07, domingo
15h30, Premiados Competição Baiana Júri das Associações
Menção Honrosa – Cartas para…

17h, Premiados Competição Internacional Júri Oficial
Melhor Curta – Porque Hoje é Sábado 
Melhor Longa – Ainsh Não Pode Voar

 

23/07, quinta
17h30, Premiados Competição Nacional
Melhor Curta Júri das Associações – Caldeirão 
Melhor Curta Júri Jovem – Quem Se Move 
Melhor Longa Júri das Associações e Júri Jovem – Morte e Vida Madalena


24/07, sexta
13h30, Premiados Competição Baiana Júri Oficial
Melhor Som – Rambutan 
Melhor Direção de Arte – Sopro
Melhor Montagem – Cachoeira
Melhor Roteiro – O Que Você é Sai Por Todos os Lados 
Melhor Atuação – A Cor da Patroa

15h30, Sessão Especial Homenagem
As Travessias de Letieres Leite

17h30, Premiados Competição Nacional Júri Oficial
Melhor Atuação – Dolores 

25/07, sábado
10h, Oficina de Restauração Digital

13h30, Premiados Competição Nacional Júri Oficial
Melhor Curta – Irmã  
Melhor Longa – Uma Baleia Pode Ser Dilacerada com uma Escola de Samba

15h40, Mostra A Onda Queer do Super 8 Paraibano
Perequeté
Closes
Baltazar da Lomba
Era Vermelho Seu Batom
Misere Nobis

17h50, Competição Nacional Júri Oficial
Melhor Direção e Melhor Montagem – Para Vigo Me Voy!


26/07, domingo
14h30, Premiados Competição Internacional  Júri Oficial
Melhor Curta – Porque Hoje é Sábado
Melhor Longa – Ainsh Não Pode Voar 

17h30, Premiados Competição Baiana Júri Oficial
Melhor Curta – Bregueragem 
Melhor Longa – Anti-heróis do Udigrude Baiano

SINOPSES FILMES E OFICINAS

Competitiva Nacional – Melhor Direção de Arte, Roteiro e Filme de Longa-Metragem Júri Oficial 

MARINA MELIANDE E FELIPE M. BRAGANÇA

Uma baleia pode ser dilacerada como uma escola de samba

DRAMA-MUSICAL / 71’ / 2025 / COR / RJ 

CLASSIFICAÇÃO: 14 ANOS 

PRÊMIO DE MELHOR ROTEIRO, DIREÇÃO DE ARTE E DE MELHOR FILME 

Sinopse: Arrábi herda uma escola de samba em ruínas e decide se desfazer de seus destroços. Com uma pequena trupe, percorre a cidade do Rio de Janeiro atravessando memórias, traumas esquecidos e fragmentos de um amor perdido. Livremente inspirado em Moby Dick de Herman Melville. 

Bio: Felipe M. Bragança e Marina Meliande são parceiros criativos há mais de 20 anos, colaborando em longas e curtas exibidos em festivais como Cannes, Locarno, Berlinale, Rotterdam e Sundance. Sócios-diretores da Duas Mariola Filmes, investigam o imaginário histórico e mágico do Rio de Janeiro e do Brasil, explorando no cinema a expansão de linguagem, temas e formatos. 

 

Competitiva Nacional – Melhor Direção e Melhor Montagem Júri Oficial 

LÍRIO FERREIRA E KAREN HARLEY

Para Vigo me voy!

DOCUMENTÁRIO / 97’ / 2025 / COR / RJ 

CLASSIFICAÇÃO: 14 ANOS 

PRÊMIO DE MELHOR ATUAÇÃO 

Sinopse: Para Vigo me voy! é um documentário sobre Carlos Diegues, que retrata o Brasil desde 1961. O filme entrelaça cenas de sua obra com entrevistas ao longo de 60 anos, revelando a evolução de seu cinema e pensamento. Inclui imagens inéditas de sua última filmagem, uma sessão de Bye bye Brasil no Vidigal e um encontro com artistas que marcaram sua trajetória.

Bio: Lírio Ferreira é cineasta brasileiro, diretor de Baile perfumadoÁrido movie e Sangue azul (Melhor Filme no Festival do Rio 2014). Dirigiu O menino dolho d’água, sobre Hermeto Pascoal (IDFA 2024), e lança em 2025 Para Vigo me voy, documentário sobre Carlos Diegues, no Festival de Cannes. Ao longo da carreira, recebeu diversos prêmios no Brasil e no exterior. 

Karen Harley é montadora e diretora brasileira premiada, com trajetória marcada por obras de relevância social. Destaca-se o documentário Lixo extraordinário, indicado ao Oscar em 2011. Em 2025, lança Para Vigo me voy!, sobre Carlos Diegues, com estreia no Festival de Cannes, e o longa Ritas, dedicado à cantora Rita Lee. 

 

Competitiva Nacional – Melhor Som Júri Oficial 

ALICE VILLELA E HIDALGO ROMERO

Até onde a vista alcança

DOCUMENTÁRIO / 77’ / 2025 / COR / SP 

CLASSIFICAÇÃO: 12 ANOS 

PRÊMIO DE MELHOR SOM 

Sinopse: Três gerações do povo Kariri-Xocó realizam uma expedição pelo território ancestral, tomado ao longo da colonização. Entre memórias silenciadas — língua, saberes e rituais ocultados para sobreviver — percorrem marcos geográficos munidos de câmeras e objetos sagrados. Em formato de road movie, o filme acompanha a preparação para novas retomadas e a reafirmação de identidade e resistência.

Bio: Hidalgo Romero é membro da produtora  Laboratório Cisco desde 2006 onde atua como produtor, diretor e roteirista. Trabalha com temas relacionados ao meio ambiente, direitos humanos, música tradicional e movimentos sociais. 

Alice Villela é antropóloga visual com doutorado em Antropologia Social e mestrado em Artes. É diretora e pesquisadora de filmes realizados junto a Povos Indígenas. 

 

MARCELO GOMES E MARIA CLARA ESCOBAR

Dolores

DRAMA / 84’ / 2026 / COR / SP 

CLASSIFICAÇÃO: 14 ANOS 

Sinopse: Às vésperas dos 65 anos, Dolores tem a premonição de que será dona de um cassino, mas seu passado com o vício em jogo ameaça seus planos. Sua filha Deborah espera o namorado sair da prisão para recomeçar, enquanto a neta Duda busca uma chance nos EUA. Três gerações apostam no tudo ou nada para transformar sonhos de uma vida melhor em realidade.

Bio: Marcelo Gomes estreou em Cannes com Cinema, aspirinas e urubus (2005), premiado na mostra Un Certain Regard. Seus filmes foram exibidos em festivais como Veneza, Toronto, San Sebastián e Berlim. Reconhecido pela narrativa intimista e estilo visual marcante, investiga paisagens sociais e culturais do Brasil. Seu mais recente longa, Retrato de um certo oriente (2024), estreou no IFFR. 

Maria Clara Escobar é diretora, roteirista e poeta. Realizou desterro (2020), exibido na Tiger Competition de Rotterdam e destacado pelo Ny times, e o doc Os dias com ele (2014), premiado no DocLisboa. Dirigiu ainda Explode São Paulo, Gil (2025), vencedor no Olhar de Cinema. Assina curtas e roteiros como Serra Das Almas e Histórias que só existem quando lembradas. 

 

GUTO PARENTE

Morte e vida Madalena

COMÉDIA / 85’ / 2025 / COR / CE 

CLASSIFICAÇÃO: 16 ANOS 

PRÊMIO DE MELHOR FILME PELO  

Sinopse: Madalena é uma produtora de cinema tendo que lidar ao mesmo tempo com a morte recente do pai, sua gravidez de 8 meses e a produção de uma ficção científica B onde tudo parece dar errado.

Bio: Guto Parente (Fortaleza, 1983) integrou o coletivo Alumbramento (2006-16) e é sócio da Tardo Filmes desde 2012. Dirigiu sete curtas, como Flash happy society e Dizem que os cães veem coisas, e onze longas, entre eles Estrada para YthacaInferninho e Estranho caminho. Seus filmes foram exibidos e premiados em importantes festivais, somando mais de quarenta e cinco prêmios. 

 

Competitiva Nacional – Melhor Curta-Metragem Júri Oficial 

ANDERSON BARDOT 

Irmã

DRAMA / 25’ / 2026 / COR / ES 

CLASSIFICAÇÃO: 14 ANOS 

Sinopse: Iara e Elisa estão conectadas pelas águas de uma cachoeira ancestral — as mesmas águas que um dia batizaram seus pais na fé evangélica.

Bio: Anderson Bardot é cineasta capixaba, formado em Cinema e Audiovisual pela UFES e fundador da Vale Encantado Filmes. Dirigiu os curtas inabitáveis (2020) e Procuro teu auxílio para enterrar um homem (2023), exibidos em mais de cento e cinquenta festivais no mundo, como Rotterdam e Chicago. Em 2021, recebeu o Emerging Artists Award no OutSouth Queer Film Festival (EUA). 

 

Competitiva Nacional – Melhor Curta-Metragem Júri Jovem 

STEPHANIE RICCI

Quem se move

DRAMA / 20’ / 2025 / COR / SP 

CLASSIFICAÇÃO: 14 ANOS 

Sinopse: Ao longo de uma noite em Lisboa, a jovem brasileira René enfrenta a precariedade da vida como imigrante. Entre encontros e conflitos internos, lida com sentimentos de pertencimento e deslocamento. Diante do dilema entre permanecer ilegal em uma cidade cada vez mais estranha ou voltar ao lar do qual fugiu, atravessa uma jornada íntima de incerteza e decisão.

Bio: Stephanie Ricci (São Paulo, 1995) é cineasta, formada em Cinema pela FAAP, com pós em Escrita (Univ. Nova de Lisboa) e mestrado em Curadoria na Elias Querejeta Zine Eskola. Seu curta Quem se move estreou em Rotterdam (2025), venceu Melhor Ficção no Go Short e se qualificou ao Oscar. Desenvolve o longa Boca da noite, com apoio do Hubert Bals Fund. 

 

Competitiva Nacional – Melhor Curta-Metragem Prêmio Canal Brasil 

PIRATÁ WAURÁ E HELOISA PASSOS

Replikka

DOCUMENTÁRIO / 16’ / 2025 / COR / MT-PR-SP 

CLASSIFICAÇÃO: LIVRE 

Sinopse: Em Replikka, tecnologia e sabedoria Indígena nos levam a embarcar numa jornada espiritual e meditativa sobre memória, identidade, perda e renascimento. A resiliência do povo Wauja do Xingu, diante da destruição de sua história, é prova de que a força da ancestralidade atemporal jamais pode ser apagada. 

Bio: Piratá Waurá é fotógrafo, cineasta e professor Wauja, com formação em Língua, Arte e Literatura. Colabora com o Peoples Palace Project do Brasil desde 2018. 

Heloisa Passos é fotógrafa, cineasta e premiada diretora de fotografia, membro da Academia de Hollywood e da Academia Brasileira de Cinema. Dirigiu os longas Construindo pontes (IDFA) e Eneida (é tudo verdade). Fotografou mais de quarenta filmes, entre eles Mulher do paiViajo porque preciso, volto porque te amo e Manda bala, reconhecidos em festivais internacionais. 

 

Competitiva Nacional – Melhor Curta-Metragem Júri das Associações 

OLIVEIRA JÚNIOR, MILENA ROCHA E WESLLEY OLIVEIRA

Caldeirão

HÍBRIDO / 20’ / 2026 / COR / PI 

CLASSIFICAÇÃO: 12 ANOS 

Sinopse: Em um pequeno povoado, nas margens do Açude Caldeirão, uma equipe de cinema para no emaranhado do tempo. Imagens de arquivo dos anos 1970 e registros de 2017 a 2024. O território marca uma paisagem-corpo, um arquivo vivo do interior do Brasil, que guarda mitos, memórias e saudade.

Bio: Oliveira Júnior, criado em Piripiri (PI), é sociólogo e realizador audiovisual, com pesquisa em cinema fora-do-eixo. Dirigiu os docs CaldeirãoTabajara e Poucos que sobrevivem, além de curtas e videoclipes. Atua como montador, colorista e logger. Coordena oficinas no Piauí e Ceará e é diretor criativo da Cocais Filmes. 

Weslley Oliveira, cria do Entre Rios (Timon e Teresina), fundou o selo Labcine, onde dirigiu longas e curtas documentais, videoclipes e obras experimentais premiadas em festivais. Produziu conteúdos para Futura e plataformas como Globoplay e Itaú Cultural Play. Ministrou oficinas em periferias do Norte/Nordeste e é diretor criativo da Cocais Filmes. 

Milena Rocha é documentarista nascida no interior do Piauí, criada às margens do rio São Nicolau. Desenvolve álbuns de família e cartas visuais, atuando entre jornalismo e cinema. Trabalhou em projetos para Canal Futura e TV Globo, realizou oficinas na Amazônia, semiárido e cerrado, e criou filmes em parceria com mulheres cegas, indígenas e quilombolas. É diretora criativa da Cocais Filmes. 

 

Competitiva Baiana – Melhor Filme de Longa-metragem Júri Oficial 

HENRIQUE DANTAS

Anti-heróis do udigrudi baiano

DOCUMENTÁRIO / 92’ / 2025 / COR / BA 

CLASSIFICAÇÃO: 14 ANOS 

Sinopse: Anti-heróis do udigrudi baiano se debruça sobre obras experimentais do movimento de cinema marginal realizado na Bahia, que trabalham trajetórias dos personagens, à margem da sociedade, tendo os movimentos disruptivos como condução das narrativas.

Bio: Henrique Dantas é realizador, produtor e artista visual baiano. Dirigiu os longas Filhos de João, Admirável mundo novo baiano (2009), premiado em Brasília; Sinais de cinza (2013); A noite escura da alma (2016), premiado na Argentina e no Brasil; e Dorivando saravá, O preto que virou mar (2020). Também assinou as séries A bicicleta do vovô e Seculares. Seu longa, Jardim dos silêncios, venceu o Ibermídia 2022. 

 

Competitiva Baiana – Melhor Direção Júri Oficial 

WALLACE NOGUEIRA E ARLETE JURUNA

Xingu à margem

DOCUMENTÁRIO - DRAMA / 96’ / 2025 / COR / BA-PE-PA 

CLASSIFICAÇÃO: LIVRE 

Sinopse: O rio Xingu não obedece leis, ele vem restaurando e ressuscitando espíritos contra todo o mal a quem o fez”, assim profana Dona Raimunda  que, com seu machado de duplo fio, separa com justiça o mal do bem. Sua luta escancara a dura realidade de segregação vivida por Ribeirinhos, Beiradeiros e Indígenas na Volta Grande do Xingu, em Altamira (PA), desde a construção da Hidrelétrica de Belo Monte.

Bio: Arlete Felix Juruna é cineasta indígena da Aldeia Paquiçamba, na Volta Grande do Xingu (PA), formada pelo Vídeo nas Aldeias. Dirigiu o longa-doc Reencontro dos Yudjá (2016) e os curtas A história do antes (2019), Entre-ilhas (2021) e Tá no sangue (2022). Atualmente codirige com Wallace Nogueira a série A última volta do Xingu? e o longa-doc Xingu à margem (2025). 

Wallace Nogueira é cineasta baiano com formação em filosofia, colaborador do Vídeo nas Aldeias e diretor da produtora Vogal Imagem (2006). Seus curtas de ficção Menino do cinco (2012), Carranca (2014) e Amor não cabe na sala (2025) somam mais de trinta prêmios e passagem por mais de cem festivais em vinte países. Dirigiu também o longa-doc Álbum de família (2010) e codirige com Arlete Juruna a série a Última volta do Xingu? e o doc Xingu à margem (2025). 

 

Competitiva Baiana – Melhor Filme de Longa-metragem Júri das Associações e Júri Jovem/ Melhor Fotografia - Júri Oficial 

SUSAN KALIK E THIAGO GOMES ROSA

Timidez

DRAMA-SUSPENSE PSICOLÓGICO / 83’ / 2025 / COR / BA-RJ 

CLASSIFICAÇÃO: 10 ANOS 

Sinopse: Jonas divide a casa com Nestor, seu irmão cego, que é ao mesmo tempo amparo e prisão. Sob o silêncio de memórias que o adoecem, Jonas alimenta em segredo o afeto por Lúcia, sua vizinha. Mas nesta noite Lúcia virá para o jantar, e Jonas precisará enfrentar a sombra de sua timidez, confrontando os fantasmas que o impedem de se reconhecer digno de amor.

Bio: Susan Kalik é roteirista, diretora e sócia da Modupé Produtora (BA), indicada ao Emmy 2024 como roteirista. Dirigiu um longa documentário e quatro curtas.  

Thiago Gomes Rosa é diretor e montador. Dirigiu dois longas documentários, seis curtas e atua como diretor de novelas da TV Globo. Timidez, primeiro filme dos dois como diretores, foi lançado no Festival do Rio 2025 e recebeu seis prêmios no Festival de Cinema de Triunfo. 

 

Competitiva Baiana – Menção Honrosa Júri das Associações 

VÂNIA LIMA

Cartas para…

DOCUMENTÁRIO / 89’ / ANO / COR / BA 

CLASSIFICAÇÃO: LIVRE 

Sinopse: Paulina Chiziane em Moçambique, Elisa Lucinda no Brasil e Raquel Lima em Portugal têm seu cotidiano revelado e alterado na troca de nove cartas que atravessam o Atlântico e sua história colonial. Desejos, angústias e lutas para seguirem escritoras na diáspora são apresentados em uma narrativa poética de sons, espiritualidades e corpos, que a existência desafia o racismo, machismo e xenofobia mirando no futuro da língua portuguesa e seus falantes.

Bio: Vânia Lima é diretora, roteirista e produtora formada pela UFBA. Dirigiu as séries Memórias do Brasil (2024) e Iceberg (2025). Seu longa documental de estreia, Cartas para... (2025), e o documentário Pontos de força (2026) marcam sua fase criativa atual, que inclui a ficção Um carnaval em cada esquina. É diretora de conteúdo do Grupo Têm Dendê e integra o Conselho Superior de Cinema. 

 

Competitiva Baiana – Melhor Filme de Curta-metragem Júri Oficial 

DANIEL ARCADES

Bregueragem

DOCUMENTÁRIO / 17’ / 2026 / COR / BA 

CLASSIFICAÇÃO: 12 ANOS 

Sinopse: Uma noite numa casa de seresta. Junto a Francisco, um romântico apaixonado pelo brega, revelam-se histórias, emoções, personagens e elementos ultrarromânticos visíveis e invisíveis à noite. O universo brega como um tratado de poesia, cor, cheiro e som numa noite  cheia de romantismos, com versos de poetas como Álvares de Azevedo e de cantores da noite como Paulo Humildes. Um curta para sair da sala, sentar no bar e amar, mesmo que signifique sofrer. 

Bio: Daniel Arcades é diretor, ator e roteirista baiano. Assina o roteiro de projetos de curtas, séries e longas como Ó paí, ó 2 e O samba antes do samba. Estreia como diretor com os curtas Bregueragem e Couraça. 

 

Competitiva Baiana – Melhor Atuação Júri Oficial 

MILENA ANJOS

A cor da patroa

DRAMA / 24’ / 2025 / COR / BA 

CLASSIFICAÇÃO: LIVRE 

Sinopse: Com a suspensão das aulas devido a tensão policial em represália a um protesto da comunidade, uma criança acompanha a mãe em um dia de trabalho como empregada doméstica e se surpreende ao conhecer a patroa dela.

Bio: Milena Anjos é roteirista e produtora da Websérie Punho Negro, roteirista das séries Casa da vó e Eu, minha house e minha quebrada - realizações da Wolo TV. Roteirista da série documental Creator spotlight, um original Youtube Brasil. Realizou a produção do documentário Cine Rio Branco (2017), e do curta Cinco fitas (2020). Roteirizou e dirigiu o documentário Mulheres na produção (2018) e o curta Transição (2017).  

 

Competitiva Baiana – Melhor Montagem Júri Oficial 

RAYSSA COELHO E FILIPE GAMA

A cachoeira

DOCUMENTÁRIO / 20’ / 2025 / COR / BA 

CLASSIFICAÇÃO: LIVRE 

Sinopse: A Cachoeira de Paulo Afonso, uma força da natureza no meio do sertão brasileiro, tem sua voz silenciada pelas demandas do progresso.

Bio: Rayssa Coelho é produtora e realizadora audiovisual baiana, de Vitória da Conquista. Está em atividade profissional desde 2007 nos eixos de difusão, formação, pesquisa, memória e produção audiovisual, tendo desenvolvido dezenas de projetos ao longo dos anos. Compõe a chapa diretora da Associação do Setor Audiovisual do Sudoeste Baiano. 

Filipe Brito Gama é realizador audiovisual e produtor cultural, atuando especialmente em atividades voltadas à produção e difusão do cinema e do audiovisual. Doutor em Cinema e Audiovisual pela UFF. Professor da Área de Cinema e Audiovisual da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB e pesquisador nas áreas de história, mercado e política do audiovisual brasileiro.  

 

Competitiva Baiana – Melhor Roteiro Júri Oficial 

LARISSA LACERDA

O QUE VOCÊ É sai por todos os lados

DOCUMENTÁRIO / 24’ / 2025 / COR / BA 

CLASSIFICAÇÃO: LIVRE 

Sinopse: A partir de sua vivência como filha e irmã de mulheres lésbicas, Larissa Lacerda investiga os silenciamentos que marcaram sua infância. O filme percorre a história de sua mãe, que viveu amores lésbicos no interior da Bahia nos anos 1980 e 1990, e revela impactos da invisibilidade nas relações familiares. Em primeira pessoa, o documentário aproxima gerações e evidencia afetos, resistências e novas formas de existir em família.

Bio: Larissa Lacerda é artista-pesquisadora lésbica do interior da Bahia. Investiga memórias e cenas de lesbianidades nas artes como contra-arquivos de resistência. Integra a Dimenti e atua como diretora, curadora, performer, iluminadora, atriz e cantora, com ênfase no audiovisual e nas artes cênicas. Doutoranda e mestra em Artes Cênicas pela UFBA, destaca-se por …Nenhuma carta e pela série Toca! na mão. 

 

Competitiva Baiana – Melhor Som Júri Oficial 

ERIKA FROMM

Rambutan

FICÇÃO / 12’ / 2026 / COR / BA-SP 

CLASSIFICAÇÃO: LIVRE 

Sinopse: À beira do mar, dois irmãos nutrem a expectativa de rever a mãe. Depois de longa e misteriosa ausência, ela deve voltar a qualquer momento. Enquanto isso, eles fazem companhia um ao outro e resolvem a vida doméstica como um ritual. Quase adolescente, José, o caçula, sente as transformações do seu corpo dividido entre o desejo de crescer e o medo de deixar a infância e não ser reconhecido.  

Bio: Erika Fromm é produtora e curadora audiovisual, além de diretora e roteirista. Formada em Cinema pela FAAP, com especialização em roteiro pela EICTV (Cuba) e pela Central Saint Martins (Londres), realiza filmes que investigam as relações, explorando silêncios, afetos e tensões do cotidiano. Seu trabalho une o íntimo ao social, com olhar atento às camadas invisíveis da experiência humana. 

 

Competitiva Baiana – Melhor Direção de Arte Júri Oficial 

FERNANDA BELING

Sopro

DRAMA / 14’ / 2026 / COR / BA 

CLASSIFICAÇÃO: LIVRE 

Sinopse: No sétimo aniversário de uma criança que vive com sua "família perfeita" em uma "casa de bonecas", mas não se encaixa nas normas convencionais de gênero, a pressão social imposta é o sufocante que a única maneira de escapar é fazendo o pedido mágico de aniversariante antes de soprar a vela do bolo.

Bio: Fernanda Beling é diretora de arte pela EICTV - Escuela Internacional de Cine Y Televisión de Cuba, Bacharel em Artes Cênicas pela UFBA e Talento na Rede Cabiria, iniciou sua carreira como atriz – premiada no Paraná e São Paulo – e tornou-se polivalente no audiovisual, recebendo seu 1º prêmio internacional como Diretora de Arte na Venezuela e como roteirista, já acumula três prêmios com seu primeiro projeto de longa-metragem em desenvolvimento.  

 

HENRIQUE FILHO

Maic não quer cruzar

FICÇÃO-COMÉDIA-DRAMA / 20’ / 2025 / COR / BA 

CLASSIFICAÇÃO: 10 ANOS 

Sinopse: Davi deseja que seu cachorro Maic tenha filhotes. No entanto, ele percebe que Maic não demonstra interesse em cruzar. Davi fica confuso e frustrado ao notar que Maic parece preferir a companhia de Chambinho, outro cachorro macho.

Bio: Henrique Filho é graduado em Comunicação Social na UESC (Ilhéus-BA). Sócio-diretor da empresa Voo Audiovisual, exerce principalmente as funções de roteirista, diretor e editor.  

Dirigiu O filme de Carlinhos (2014) – mais de trinta festivais nacionais e internacionais, participante da Short Film Corner do 68th Festival de Cannes, indicado ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.  

 

Competitiva Internacional – Melhor Curta Júri Oficial 

ALICE EÇA GUIMARÃES

Porque hoje é bado

ANIMAÇÃO / 12’ / 2025 / COR / PRT-FRA-ESP 

CLASSIFICAÇÃO: 10 ANOS 

Sinopse: É sábado, e uma mulher bate-se com a dificuldade de conciliar a sua vida doméstica e a sua necessidade de evasão.

Bio: Alice Eça Guimarães trabalha há mais de uma década tanto na publicidade quanto no cinema de animação. Seus filmes receberam prêmios de prestígio, incluindo o Prêmio Sophia de Melhor Curta-Metragem Português. Atualmente, ela está desenvolvendo um curta-metragem em stop-motion e pixilation intitulado Roupa velha e uma série animada sobre a ditadura portuguesa chamada A bem da nação. 

 

Competitiva Internacional – Melhor Longa Júri Oficial 

MORAD MOSTAFA

Aisha não pode voar

DRAMA-FICÇÃO / 120’ / 2025 / COR / EGY-SDN-TUN-SAU-QAT-FRA-DEU  

CLASSIFICAÇÃO: LIVRE 

Sinopse: Aisha é uma cuidadora sudanesa que vive no centro do Cairo. Diariamente, ao sair para trabalhar, testemunha a tensão entre os outros imigrantes africanos e os membros das gangues egípcias locais. Aos 26 anos, ela se vê presa entre um relacionamento indefinido com um jovem egípcio - um gângster que a chantageia em troca de segurança - e uma nova casa em que é designada para trabalhar. Seus sonhos são atropelados pela realidade, levando- a a um impasse.

Bio: Morad Mostafa é cineasta egípcio e ex-aluno do Berlinale Talents e da Locarno Academy. Escreveu e dirigiu três curtas, todos selecionados para Clermont-Ferrand e exibidos em mais de trezentos festivais. Seu filme mais recente, I promise you paradise, integrou a Semana da Crítica de Cannes (2023). Desenvolve o longa Aisha não pode voar na Cinéfondation. 

 

Sessão Filme Restaurado 

ANDRÉ LUIZ OLIVEIRA 

Meteorango kid: herói intergalático

FICÇÃO / 80’ / 1969 / PB / BA 

CLASSIFICAÇÃO: 16 ANOS 

Sinopse: O filme acompanha, de forma anárquica e irreverente, Lula, um estudante universitário, em seu aniversário. Representante de uma geração oprimida pela ditadura e por uma sociedade hipócrita, ele transgride normas com fantasias e delírios libertários, fumando maconha e espalhando inconformismo, convidando à rebelião contra todos os ismos” de maneira radical e irrestrita.

Bio: André Luis Oliveira, nascido em Salvador (1948), é cineasta com longa carreira. Dirigiu longas como Meteorango kid – o herói intergalácticoA lenda de UbirajaraLouco por cinemaSagrado segredoO cozinheiro do tempo – Bené FontelesO ferreiro de Exú – Mário CravoZirig dum Brasília – a arte e o sonho de Renato Matos e O outro lado da memória, além de Rama de oliveira, Mito e música – a mensagem de Fernando PessoaEcos do silêncio e Meu amigo Lorenzo. 

 

MOSTRA A ONDA DE FILMES QUEER EM SUPER-8 DA PARAÍBA 

PEDRO NUNES

Closes

FICÇÃO-DOCUMENTAL / 32’ / 1982 / COR / PB 

CLASSIFICAÇÃO: 18 ANOS 

Sinopse: Closes articula depoimentos e encenações para abordar a homossexualidade no Brasil do início dos anos 1980, colocando em diálogo falas de diferentes pessoas com cenas ficcionais que acompanham a relação afetiva entre dois homens, expondo tensões entre desejo, repressão social e discurso público em um contexto ainda marcado pela censura e pelo preconceito.

Bio: Pedro Nunes Filho | Professor Emérito da UFPB. Autor de vários filmes e vídeos destacando-se:  Escola sem PREconceitos (2013),  Escolas plurais: inclusão, gênero e sexualidade (2016), Cortejo de vida (1992) e outros. Livros: Cinema & poética (1992), As relações estéticas no cinema eletrônico (1996), Democracia fraturada (2019), Cinema, Desejo & audiovisualidades , Matizes da sexualidade no cinema e outros. 

Prêmio INTERCOM 2022. 

 

NÓS TAMBÉM

Baltazar da lomba

FICÇÃO EXPERIMENTAL / 19’ / 1982 / COR / PB 

CLASSIFICAÇÃO: 18 ANOS 

Sinopse: Baltazar da lomba reencena o primeiro caso histórico de repressão à homossexualidade na Paraíba colonial. O filme acompanha a vida e os encontros de Baltazar, denunciado à Inquisição por vizinhos, mas subverte essa narrativa ao enfatizar o desejo, a celebração corporal e a alegria, criando um registro queer que contrapõe repressão e liberdade.

Bio: O grupo Nós Também foi fundado em João Pessoa em 1980, fez militância através da arte - poesia, fotografia, ilustração, grafite, outdoor, cinema. Era um grupo misto, com artistas, estudantes, professores e professoras da UFPB. O filme Baltazar da lomba é uma realização coletiva do grupo. 

 

HENRIQUE MAGALHÃES 

Era vermelho seu batom

DRAMA FICÇÃO / 11’ / 1983 / COR / PB 

CLASSIFICAÇÃO: 18 ANOS 

Sinopse: Era vermelho seu batom acompanha o encontro de dois homens durante o carnaval, em meio a um bloco de travestis, do qual nasce uma relação afetiva que entra em conflito quando um deles passa a rejeitar o outro ao vê-lo vestido como mulher, revelando tensões entre desejo, identidade de gênero e preconceito no interior da própria comunidade gay.

Bio: Henrique Magalhães é quadrinista e cineasta, também professor da Universidade Federal da Paraíba, onde atuou no Departamento de Mídias Digitais. Foi um dos fundadores do grupo gay Nós Também. 

 

LAURO NASCIMENTO

Miserere nobis

FICÇÃO EXPERIMENTAL / 20’ / 1983 / COR / PB 

CLASSIFICAÇÃO: 18 ANOS 

Sinopse: Miserere nobis (1983) apresenta uma reinterpretação homoerótica e poética da Santa Ceia, reconstruindo a cena bíblica com elementos simbólicos e visuais que subvertem e expandem o significado tradicional, ao mesmo tempo em que incorpora imagens inesperadas e fragmentos metacinematográficos que misturam representação e realidade, revelando reflexões sobre desejo, corpo e espiritualidade no contexto cultural paraibano da época.

Bio: Lauro Nascimento foi professor de Artes no Departamento de Artes e Comunicação da UFPB entre os anos 1980 e 1990. Era poeta e ilustrador, publicou alguns trabalhos em revistas independentes e lançou livros de sua autoria. Foi membro do grupo de ativismo homossexual Nós Também e um dos realizadores do filme Baltazar da lomba. 

 

BERTRAND LIRA

Perequeté

DOCUMENTÁRIO / 22’ / 1981 / COR / PB 

CLASSIFICAÇÃO: 14 ANOS 

Sinopse: Perequeté acompanha Francisco Marto, ator e dançarino paraibano, por meio de cenas de seu cotidiano e de apresentações, além de depoimentos de pessoas próximas como colegas e uma tia, que comentam sua trajetória artística, suas ambições e o preconceito que enfrenta por ser gay no meio cultural local.

Bio: Bertrand Lira é cineasta e professor de roteiro e documentário no Departamento de Mídias Digitais da UFPB, além de curador e consultor de roteiro. Publicou Luz e sombra (2013) e Cinema noir (2015). Formou-se no Atelier Varan, em Paris, e na EICTV, em Cuba. Dirigiu documentários premiados no Brasil e no exterior, incluindo o JVC Grand Prize do 26º Tokyo Video Festival (2004). 

 

Sessão Especial Sara Gomez

SARA GÓMEZ

De certa maneira

ROMANCE-DRAMA / 73’ / 1977 / PB / CUB 

CLASSIFICAÇÃO: 10 ANOS 

Sinopse: Mario, um operário de fábrica, e Yolanda, uma professora, se apaixonam. Porém uma crise moral se instala no romance crescente entre eles, ressaltando as diferenças em suas perspectivas e valores.

Bio: Sara Gómez registrou a história do povo cubano e as transformações sociais após a revolução, com um olhar atento à juventude, à cultura afro-cubana e ao papel das mulheres. Em 1974, tornou-se a primeira mulher a dirigir um longa de ficção em Cuba. Sua obra mais conhecida, De certa maneira, híbrido de documentário e ficção, integra uma produção de vinte filmes — carreira notável, interrompida com sua morte precoce aos 31 anos.

 

Sessão Homenagem 

IRIS DE OLIVEIRA E DAY SENA

As travessias de Letieres Leite

DOCUMENTÁRIO / 84’ / 2025 / COR / BA 

CLASSIFICAÇÃO: 10 ANOS 

Sinopse: Com depoimentos do próprio Letieres, músicos, alunos e parceiros, o filme percorre suas travessias desde o início, como músico autodidata, os estudos na Europa, as contribuições como arranjador, produtor e diretor musical de grandes artistas, e, principalmente, a pesquisa sobre a herança das matrizes africanas na música popular brasileira que resultaram na sistematização do método de ensino UPB - Universo Percussivo Baiano e na aplicação do corpo que dança.  

Bio: Iris de Oliveira é montadora e cineasta com mais de 20 anos no audiovisual. Editou longas premiados como Diários de classe e Maestrina da favela, séries para GNT, Canal Futura, Canal E! e Music Box, diversos documentários musicais, além de dirigir o documentário Acervo Zumvi - o levante da memória. 

Day Sena é diretora audiovisual, diretora de produção e produtora executiva. Atua no audiovisual desde 2003. Premiada com dois galgos de ouro em Gramado e, também, dois prêmios no Fest Aruanda, além de onze premiações na Colômbia. 

 

Comissão de Curadoria 

Cláudio Marques | Direção Artística e Coordenação Geral do Seminário sobre Exibição Cinematográfica 

Cláudio dedica-se ao cinema há 30 anos. Ele começou a sua carreira na crítica. Idealizou e coordena o Panorama Internacional Coisa de Cinema e o Cine Glauber Rocha. Dirigiu os longas Depois da chuva (2012), que estreou no Festival Internacional de Cinema de Roterdã, Cidade do futuro (2016), vencedor do prêmio de Melhor Longa no BAFICI, além de Guerra de algodão (2019) e Sobradinho (2020). Uatana, novo longa-metragem, está em fase de pós-produção 

 

Marília Hughes - Direção Artística / Coordenação Geral de Curadoria e Curadoria de longas internacionais, nacionais e baianos e programas especiais  

Marília é formada em psicologia e mestra em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA/ POSCOM. Sócia-diretora da produtora Coisa de Cinema, curadora e produtora executiva do Panorama Internacional Coisa de Cinema e programadora do Cine Glauber Rocha. É responsável pela curadoria e organização do Cineclube Glauber Rocha e do Ciclo de Cinema da Bahia. Produziu e dirigiu sete curtas com destaque para Carreto (2008) e A vida em meus punhos (2022). Codirigiu os longas Depois da chuva (2013), A cidade do futuro (2006), Guerra de algodão (2017) e Sobradinho (2021). Atualmente, dedica-se à finalização do longa-metragem Uatana, produzido por ela e dirigido por Cláudio Marques, e está em fase de desenvolvimento do roteiro de longa-metragem de ficção Iara. 

 

Adolfo: Curadoria de longas nacionais, baianos, internacionais e programas especiais 

Jornalista, produtor, cineclubista e crítico de cinema. Ministrou as oficinas Olhar o cinema – uma introdução à cinefilia (Iphan – Belém-PA), Cinema Corsário – uma viagem pelos filmes de gênero (Panorama Internacional Coisa de Cinema - Salvador- BA) e Gostoso de ver: uma revisão da pornochanchada brasileira (Festival Internacional Lume de Cinema - São Luís - MA). Curador de festivais (Cine Futuro e Panorama Internacional Coisa de Cinema - BA) e ciclos como O Mito de Dom Sebastião no Cinema e Somos todos marginais, do udigrúdi à pornochanchada. Coordenou as três edições do Concurso Estadual de Crítica Cinematográfica Walter da Silveira, da Fundação Cultural da Bahia. Colaborou com as revistas eletrônicas Contracampo e Cine Rocinante. 

 

Gênesis Nascimento – Curtas Nacionais e Baianos 

Gênesis Nascimento é um cineasta trans que tem dificuldade com minibio! Isso porque trabalha com frequência em múltiplas áreas do audiovisual dentro dos departamentos de direção (assistente de direção, produtor de elenco, diretor) mas também trabalha como roteirista e curador. Acumulou nos seus nove anos de cinema mais de doze longas-metragens em múltiplas funções, dirigiu três curta-metragens junto ao coletivo Feito a Facão que juntos somam mais de cinquenta participações em festivais e treze prêmios. É curador do festival Panorama Internacional Coisa de Cinema, realizador das iniciativas de cinema e preservação Cartografia do Cinema no Recôncavo e do mais recente acervo de super-8 do Selo Bitola. Nos longas-metragens, destacam-se Café com canelaIlhaAté o fim e Eu, empresa. Nos três primeiros trabalhou como produtor de elenco e no último como roteirista e na direção de arte. É um desafio explicar tudo! 

 

Juh Almeida – Curtas Nacionais e Baianos 

Juh Almeida é diretora de filmes, artista visual e arte-educadora. Com mais de uma década de atuação no audiovisual, constrói narrativas potentes que atravessam publicidade, cinema e entretenimento, unindo rigor estético, sensibilidade e pensamento crítico. Assina campanhas e filmes para grandes marcas e desenvolve projetos autorais comprometidos com a criação de novos imaginários. É mestranda em Meios e Processos Audiovisuais pela Universidade de São Paulo. 

 

João Paulo – Curtas Nacionais e Baianos 

João Paulo Barreto é jornalista, crítico de cinema e tradutor. Colabora para o Jornal A Tarde, para o site Scream & Yell e para a versão on-line da Revista Continente. Desde 2012, integra a equipe de curadoria do Panorama Internacional Coisa de Cinema e de tradução das obras estrangeiras exibidas. Membro da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine), é um dos autores com textos publicados nos livros Animação Brasileira - 100 Filmes Essenciais, Curta Brasileiro 100 Filmes Essenciais e Cinema Fantástico Brasileiro - 100 Filmes Essenciais, lançados pela associação. Tambéé um dos autores presentes na coletânea : Eu nem queria dar entrevista: o melhor do scream & Yyell - Volume 1. Em 2024, publicou o livro biográfico do guitarrista baiano Álvaro Assmar, precursor do blues na Bahia. 

 

Rafa Carvalho –  Curtas Nacionais e Baianos 

Rafael Carvalho é membro da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine), escreve para o Jornal A Tarde e para o site Moviola Digital. Doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA, pesquisa a crítica de cinema, o jornalismo cultural e os estudos de recepção no âmbito da comunicação. É curador de curtas-metragens do Panorama Internacional Coisa de Cinema e ministra oficinas e cursos de escrita crítica. Já fez parte dos júris oficiais de festivais como o CachoeiraDoc (2017) e da Mostra de Cinema Tiradentes (2018), dentre outros. É um dos organizadores do cineclube Segundo o Cinema e programador do projeto Cine Movimenta Centro.

 

Rafa Saraiva: Curtas Internacionais 

Rafael Saraiva é graduado em Ciência da Computação e escolheu trilhar novos e imprevisíveis caminhos na área do audiovisual. Integra a equipe do Panorama desde a sua oitava edição (2012) nas funções de curador, programador e projecionista. É um dos organizadores da mostra de cinema Cine Horror, especializada em cinema fantástico. Também esteve envolvido em projetos dedicados ao cineclubismo na cidade, como os cineclubes Glauber Rocha, Animassa e o Ciclo de Cinema da Bahia. Nas horas vagas ele lê quadrinhos, mexe em software livre, cria legendas e resolve palavras cruzadas e sudoku para encontrar a paz interior. 

 

Oficina de Crítica e Júri Jovem 

Ministrante - Adolfo Gomes 

Com o objetivo de estimular a reflexão em torno do audiovisual através da escrita crítica, a atividade prevê a análise detalhada de filmes e exercícios práticos de síntese textual. 

Também serão discutidas as contribuições de críticos brasileiros e estrangeiros - como João Bénard da Costa, Roger Ebert e Luiz Carlos Oliveira Jr. -  para a fruição teórica e estilística das obras cinematográficas. 

Por fim, a oficina pretende esboçar caminhos, estratégias e técnicas, que vão da linguagem jornalística à prosa livre, na tentativa de alcançar uma conjunção entre a objetividade analítica e a especulação pessoal e íntima. 

Período da Oficina: De 23 a 26 de Março, de 09 às 12h0

Após a conclusão dos encontros serão formados o júri jovem e o grupo que irá escrever para o blog pílulas críticas.  

Adolfo Gomes é jornalista, produtor cultural e cineclubista. Curador de Festivais de cinema e de artes em geral. Integrou júri de diversos eventos audiovisuais. Escreveu para revistas eletrônicas especializadas como Contracampo e CineRocinante. Fundou a Associação e Cineclube Amigos do Cinema. 

 

Oficina Introdução à Restauração Digital de Filmes: Estudos de Caso em Múltiplos Formatos 

MinistranteWilliam Plotnick 

Esta oficina oferece uma introdução prática ao processo de restauração digital de filmes, com base em estudos de caso desenvolvidos pela Cinelimite desde 2023. Ao longo de duas horas, vamos explorar as principais etapas do trabalho de pós-produção após a digitalização de materiais em película. 

Os exemplos apresentados incluem filmes em 35mm, 16mm e 8mm — formatos com características técnicas distintas que influenciam diretamente as escolhas ao longo do processo de restauração. 

Os participantes terão a oportunidade de entender melhor: 

  • Os diferentes tipos de arquivos digitais gerados em um fluxo de trabalho de digitalização e restauração, e suas finalidades específicas 
  • Conceitos fundamentais sobre o filme como formato físico e digital 
  • Aplicações práticas do DaVinci Resolve no trabalho de restauração, incluindo correção de cor e ferramentas de reparo digital 
  • Como a leitura de scopes de cor pode orientar decisões importantes no tratamento da luz e da cor 
  • Desafios comuns relacionados ao som em filmes analógicos e estratégias para lidar com trilhas sonoras problemáticas na pós-produção 

A oficina é voltada para iniciantes e pessoas com nível intermediário interessadas em preservação audiovisual. Serão apresentados exemplos visuais e sonoros de diferentes contextos para ilustrar cada etapa do processo. 

William Plotnick é arquivista audiovisual natural de Nova Jersey, Estados Unidos, e criador e cofundador da Cinelimite, uma organização sem fins lucrativos dedicada à preservação e à distribuição de obras raras e pouco vistas do cinema brasileiro. É mestre em Preservação de Filmes pela New York University e mestre em Estudos de Cinema pela Columbia University.

Confira também

Fique por dentro dos espetáculos de música, dança, teatro e outros eventos que estão acontecendo.

Veja a programação
Exposição

INTEGRA: a cultura de um povo, o desenvolvimento de um país

08/07/26 a 17/08/26
Música

Samba do Sacramento no CCBB

25/07/26
Cinema

Rio LGBTQIA+ 2026 – 15° Festival Internacional de Cinema

02/07/26 a 08/07/26

Dicas para curtir a visita

Consulte as normas de visitação para garantir uma experiência segura e agradável.

Ver normas

Abra
sua conta

pelo App BB

Imagem do QR Code do App BB

Aponte aqui a câmera do seu celular, baixe o App BB e abra sua conta. Simples assim.

www.bb.com.br