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Programação digital

Música

Live: Pixinguinha como nunca

Programação digital

Chega ao público no próximo dia 22 de dezembro uma seleção de obras inéditas de ninguém menos que o genial Pixinguinha, um dos músicos mais completos que o Brasil já produziu. Uma cuidadosa pesquisa no acervo do compositor, somada a uma varredura no material em posse de outros compositores e instrumentistas, trouxe à luz mais de 50 músicas jamais gravadas – algumas, apenas tocadas em transmissões radiofônicas.  

Diretamente do palco do Teatro 2 do CCBB Rio, o show, que começa às 20h, terá transmissão gratuita no canal do Youtube do Banco do Brasil.

O show apresenta parte das 26 obras inéditas de Pixinguinha descobertas por seu neto e conta com a presença do Sexteto Pixinguinha apresentando obras clássicas do mestre do Choro e mais algumas obras inéditas num cenário especialmente construídos com desenho de luz e imagens do Rio antigo.  O Sexteto Pixinguinha, formado especialmente para este projeto, é integrado por grandes nomes da nossa música: Silvério Pontes (trompete), Marcos Suzano (percussão), João Camarero (violão de 7 cordas), Henrique Cazes (direção musical, cavaquinho e violão tenor) e Marcelo Caldi (sanfona). O show é dirigido por Marcelo Vianna, neto de Pixinguinha.  

Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha, (1897-1973) é reconhecido como um dos pais da música popular do Brasil. Pioneiro em vários campos, foi o primeiro arranjador brasileiro e sua gigantesca obra como compositor é referência de originalidade e estilo. Com um profundo conhecimento da tradição do choro e do samba, Pixinguinha foi ao longo de sua vida um modernizador constante, experimentando nos campos da forma e da harmonização e aperfeiçoando uma linguagem de contraponto popular sofisticada e virtuosística. Mesmo nos últimos anos de vida, quando a atividade de instrumentista foi se tornando rara, não parou de compor e deixou um precioso acervo atualmente sob os cuidados do Instituto Moreira Salles. Ao realizar o inventário das composições a equipe de pesquisadores encontrou cerca de 50 obras inéditas, um tesouro constituído por peças de diferentes fases da vida do Gênio do Choro. 

Além do show, haverá também uma bate-papo com os músicos, falando a respeito da descoberta das obras inéditas e do processo de arranjo das novas composições para esta live.

Imagem: Coleção Pixinguinha. Acervo Instituto Moreira Salles.

Vídeos


    Pixinguinha como Nunca 

    Pixinguinha é considerado um dos maiores compositores da música popular brasileira e nesta live celebraremos juntos seu legado em um show com parte das 26 obras inéditas, descobertas recentemente por seu neto, além da presença do Sexteto do Nunca, apresentando obras clássicas do mestre do Choro. Esta live dá partida para uma turnê de 12 espetáculos, a partir de janeiro de 2022, nos CCBBs do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Belo Horizonte. O projeto é patrocinado pela BB Seguros. 

    Pixinguinha como Nunca (bate-papo)

    Assista ao bate- papo com os artistas do espetáculo, que contam como foi o processo dos arranjos das obras inéditas e a emoção de tocar estas músicas pela primeira vez.

    Artistas


      Marcelo Vianna – diretor artístico e intérprete
      Cantor, compositor e ator. Iniciou sua carreira na década de 1990, dividindo palco com Paulinho da Viola, Baden Powell e João Nogueira. Foi semifinalista do Prêmio Visa – Edição Vocal e indicado ao Prêmio Rival BR de música. Neto de Pixinguinha e herdeiro das mais expressivas e referentes expressões da nossa cultura, o Samba, Marcelo tem em sua discografia dois discos emblemáticos “Teu Nome” – Biscoito Fino, dedicado a obra de Pixinguinha, e, “Cai dentro” – Lua Music, sobre a parceria de Baden Powell e Paulo César Pinheiro, discos que lhe renderam elogios da crítica especializada. Participou do projeto de compositores Novo de Novo: o Brasil de Pixinguinha no CCBB/SP, ao lado de Tom Zé, Carlos Careqa e Itamar Assumpção. É diretor artístico da “Série Pixinguinha”, projeto que lançou em 2009 três discos sinfônicos com arranjos originais de Pixinguinha e a Exposição Pixinguinha, no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília, em 2012. No teatro musical, participou dentre outras, das montagens de “Teatro Musical Brasileiro”, “Pianíssimo”, “Samba Valente de Assis”, “Orlando Silva – o cantor das multidões” e “O bem do mar”. 

      Henrique Cazes – diretor musical, cavaquinho e violão tenor 
      Músico, produtor e pesquisador. Começou a tocar violão com seis anos de idade e gradativamente foi incorporando o cavaquinho, o bandolim, o violão tenor, o banjo, a viola caipira e a guitarra elétrica, sempre como autodidata. Em 1988, Henrique iniciou sua carreira de solista de cavaquinho, com o lançamento do primeiro disco “Henrique Cazes”, simultaneamente com o método “Escola Moderna do Cavaquinho”. A este, se seguiram vário discos sempre abordando a musicalidade chorística de forma inovadora, como os quatro CDs da série “Beatles n’Choro” e “Bach in Brazil”, lançado em 40 países. Fundou e dirige a Orquestra Pixinguinha, a Camerata Brasil e o Novo Quinteto. Tem sido apontado como o melhor solista de cavaquinho e um dos mais ativos músicos de choro do país.  

      João Camarero (violão de 7 cordas)  
      Considerado o maior talento da novíssima geração do violão brasileiro, João tem ampliado seu universo de atuação com incursões na música de concerto e a MPB. Acompanhador amplamente consagrado, a partir de 2017 passou a integrar o Conjunto Época de Ouro e, em paralelo, tem se apresentado como solista, função na qual já lançou dois discos. 

      Marcelo Caldi (sanfona)  
      Ao romper barreiras entre diferentes paisagens da música, aproximar o tango argentino do forró brasileiro e se apresentar como cantor e instrumentista, além de compositor e arranjador sinfônico, Marcelo Caldi se tornou um dos músicos mais completos de sua geração. É um dos responsáveis pela revitalização da sanfona no cenário contemporâneo, autor do livro “Tem sanfona no choro”, que inclui CD homônimo, lançado em 2012 pelo Instituto Moreira Salles, em parceria com a Funarte (Prêmio Centenário de Luiz Gonzaga), em que resgata um material inédito, as partituras de choros da primeira fase do rei do baião. Compôs arranjos sinfônicos cantados por Elba Ramalho e interpretados pela Orquestra Petrobras Sinfônica, Orquestra Sinfônica de Barra Mansa e Orquestra Sinfônica do Recife, em homenagem a Luiz Gonzaga.  Em 2013, subiu ao palco ao lado de Gilberto Gil e Orquestra Pro Arte na MIMO, em Ouro Preto e Olinda. Também compôs arranjos de marchinhas para Orquestra Petrobras Sinfônica e Monobloco e uma homenagem a Dorival Caymmi para Orquestra Sinfônica da Bahia. 

      Carlos Malta (flauta e sax)  
      Conhecido como “Escultor do Vento”, o músico dos sopros Carlos Malta é multi-soprista, compositor, orquestrador e educador. Colaborou com artistas tão variados como Hermeto Pascoal, Michel Legrand, e Gilberto Gil.  Criou e dirige o grupo “Pife Muderno”, que tem obtido recepção consagradora em festivais de música étnica em diversos países. Compôs e solou a “Rapsódia das Rochas Cariocas” em homenagemaos 450 anos do Rio de Janeiro. Com experiência de quatro décadas, Malta segue esculpindo seus múltiplos timbresnos saxofones e flautas, traduzindo através de seu sopro,a alma da música do Brasil. 

      Silvério Pontes (trompete e flugelhorn) 
      Responsável pela volta do trompete à linha de frente do choro, Silvério começou criança em bandas de música, passou pelo pop, tendo tocado quinze anos com Tim Maia e há trinta anos encontrou seu parceiro Zé da Velha, com quem realizou uma vasta discografia. Lançou recentemente dois discos autorais e tem liderado o coletivo “Choro na Rua”, que desde 2016 tem devolvido o choro a sua expressão mais popular. 

      Marcos Suzano (percussão)  
      Apontado como o responsável por redimensionar o pandeiro na era contemporânea, Suzano começou no choro no grupo Nó em Pingo D’água e mais tarde abriu as portas para o instrumento as portas da MPB e do pop, em trabalhos marcantes com Marisa Monte, Djavan e Lenine. Tem realizado experiências inovadoras de combinação de sons eletrônicos com a percussão do samba e da tradição religiosa afro-brasileiro.