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Amilcar em Obras - Foto Leonardo Gomes

Exposição

Jardim de Amilcar em Obras: Projetos, Materiais e Ressonâncias

Imagem de Calendário

18/06/22 a 14/08/22

Serviço


  • Classificação LivreClassificação Livre

  • Local

    CCBB Brasília
    SCES, Trecho 2 – Brasília/DF
    Galeria 4

  • Horário

    Terça a Domingo, 9h às 20h

  • Ingresso

    Entrada Gratuita


Covid 19

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Jardim de Amilcar em Obras: Projetos, Materiais e Ressonâncias abre a segunda fase do Jardim de Amilcar de Castro: Neoconcreto sob o Céu de Brasília. Esculturas e moldes em madeira, muitas delas reproduzindo as enormes obras do artista, pequenas peças em aço, além de desenhos e pinturas

Concebida como uma linha do tempo da produção de Amilcar de Castro, a exposição mostra pinturas do artista, que ele preferia chamar de desenhos, muitos deles feitos a mão livre, alguns realizados com pincéis e outros até com vassouras. Dos desenhos projetivos, a exposição apresenta duas coleções, uma de Márcio Teixeira, e outra do engenheiro Allen Roscoe, parceiro de Amilcar de Castro na execução de sua obra tridimensional.

Acompanham estes documentos de processo criador, uma série de pequenas esculturas em aço. É uma proposição de exercício ao observador, do croqui à imagem tridimensional – que muitas vezes ele ensaiava em montagem de papel – e dela à experiência já com o material que seria utilizado no trabalho para ambiente externo, em peças de cerca de 50 cm, que seriam transformadas em outras com dimensões que vão de 2,40 m a 4,80m, e que estão expostas na área externa do CCBB Brasília.

Há também um grupo de esculturas montáveis em madeira, da espécie braúna, utilizada pelo artista que, em vários casos, serviram de modelo para as peças realizadas com aço de 12 polegadas, ou em seus cubos construídos ocos. Aqui também é possível identificá-las em algumas das pequenas esculturas.

Estas obras, que lembram maquetes, são também criações autônomas assinadas pelo artista, mas são exemplares em relação a sua lógica de criação e apontam para algo que, embora dado, não deixa de nos surpreender, quando estamos no corpo a corpo com as formas: com a mesma configuração, mas em dimensões tão diversas, elas se apresentam à leitura com efeitos totalmente diferentes. Aumentam exponencialmente o repertório do artista, ancorado sempre no rigor geométrico de um lado, e no improviso, por outro, como ele não se cansa de afirmar em muitas das entrevistas que concedeu.

Um pequeno conjunto de pinturas completa a mostra, algumas delas nunca mostradas anteriormente: sua enorme Bandeira- existem três delas, com 12m por 2m, pintada no tecido sobre o chão e com o artista usando, à maneira de pincel, vassouras mergulhadas na tinta, o que nos dá uma ideia da ousadia de seus traços. Completam o núcleo telas em dimensões menores, onde é possível observar a alternância do traço livre feito pelas brochas e campos muito precisos de linhas ou sólidos geométricos, com a inserção de cores básicas – azul, amarelo e vermelho – na estrutura preta dos desenhos. Amilcar chamava suas pinturas de desenhos, outro exercício de rigor e liberdade.

No centro da sala, uma mesa com alguns pares de formas tridimensionais- as maquetes, desenhos e alguns materiais do artista, acompanhados de registros fotográficos de seu trabalho no ateliê. Amilcar de Castro é apresentado aqui no seu processo de criação, um privilégio para nós, que podemos observar o escultor no seu ambiente de trabalho.

A primeira fase deste fabuloso projeto iniciou em fevereiro de 2022, com uma coleção de 60 grandes esculturas em aço de Amilcar de Castro (1920-2002), um dos maiores artistas brasileiros da segunda metade do século XX. Com a curadoria de Marília Panitz

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